A psoríase é uma doença inflamatória crônica caracterizada pelo surgimento de placas eritematosas e descamativas na pele. Como cerca de 75% dos casos se iniciam antes dos 40 anos, é comum que a doença esteja presente durante o período reprodutivo e, consequentemente, na gestação.
Durante a gravidez, o curso da psoríase pode ser influenciado por alterações hormonais. Estima-se que entre 40% e 60% das gestantes apresentem melhora do quadro. Esse efeito está relacionado à ação de hormônios placentários, como estrogênio e progesterona, que estimulam a produção de substâncias com efeito anti-inflamatório, modulando a resposta das células T e reduzindo a proliferação de queratinócitos.
De modo geral, a psoríase não afeta a fertilidade nem está associada a aumento do risco de aborto ou parto prematuro. No entanto, o manejo da doença durante a gestação requer atenção especial, uma vez que muitos tratamentos podem oferecer riscos ao feto.
O tratamento deve ser cuidadosamente acompanhado por um dermatologista, tanto durante a gestação quanto no período de lactação. Entre as opções terapêuticas, os corticoides tópicos podem ser utilizados com cautela. A fototerapia com UVB de banda estreita (311 nm) é considerada uma das opções mais seguras e eficazes nesse período. Medicamentos como metotrexato e acitretina são contraindicados, devido ao seu potencial teratogênico e risco de indução de aborto. Os imunobiológicos mais recentes possuem recomendações específicas, sendo que a maioria não é indicada após o segundo trimestre de gestação.
O planejamento pré-concepcional, com acompanhamento dermatológico, é fundamental para garantir segurança à mãe e ao bebê. Ajustes terapêuticos realizados antes da concepção permitem manter o controle da doença sem comprometer a gestação.
Fonte: Dra. Alexandra B. Nunes de Mattos
Médica Dermatologista – CRMRS 40027 RQE 34848
(54) 99946-4453
Instagram: @dermatoalexandra


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