Para muitas pessoas, o final de ano não é visto com todo o deslumbramento que é mostrado na mídia, nem com toda a felicidade que alguns fazem questão de transparecer. Podemos dizer que o mal-estar de final de ano é muito mais forte do que a angústia de domingo à noite para essas pessoas, porque a data marca com mais exatidão aquilo que se foi, que se perdeu, trazendo tristezas das promessas não realizadas e o medo de novas frustrações no futuro.
Por isso, é comum nessa época,ouvir no consultório frases como: Odeio festas, o fim de ano para mim é uma obrigação social, odeio esse consumismo, sinto-me só nesse emaranhado de gente comprando, não tenho aonde ir, gostaria de fugir disso tudo. Esses sentimentos negativos caminham em direção oposta aos objetivos das festas de Natal e Ano Novo.
Esses relatos são de solidão,que aumenta após a euforia das festas, no início do ano novo, quando ocorre uma natural reflexão sobre as realizações e frustrações do passado como sobre os planos para o futuro. Esses pensamentos são geradores de profunda angústia para essas pessoas, que, além da angústia, geralmente costumam sentir, já na segunda quinzena de novembro, alguns sintomas, como dor de cabeça, aumento da ansiedade, irritação, problemas gastrointestinais e insônia.
Se esse ano foi considera do difícil, lembre que as fases da vida passam com projetos que se modificam ao longo dos anos. Os planos infantis são uns, de adultos outros e os da maturidade também são específicos. As diferentes fases da vida levam a concretização de realizações distintas, importantes para aquela fase específica.“O sonho vai se tornando realidade e ocorre uma incorporação que se amplia na vida, seja ela, pessoal, amorosa, intelectual ou social”.
Portanto, as passagens implicam mudanças, que podem ocasionar pequenas ou grandes crises, podendo levar a instabilidades emocionais, variando segundo as perdas ou aquisições na vida. Oque poderá aliviar esses sentimentos é o autoconhecimento adquirido por meio de terapia, que nos permite reconhecer nossa história pessoal e desenvolver a capacidade de enfrentar situações novas.
Fonte: Zulmira Regina Puerari Pan –Psicóloga clínica – CRP 07/21386 –Telefone: (54) 3045-3223



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