A história de vida de cada um de nós está lotada de uma sucessão de perdas e separações. O luto é um processo que ocorre após perda de algo ou alguém significativo em nossas vidas. Essa reação psicológica não tem apenas componentes de caráter emocional, mas também fisiológicos e sociais.
Quando o indivíduo está em processo de luto recebe uma enxurrada de emoções, e a pergunta que ocorre com frequência no consultório é: qual a melhor forma de viver o luto? A resposta é vivendo o luto.
Geralmente as pessoas associam a palavra luto com a morte, mas esse processo também pode ser visto frente à ruptura de uma relação, a perda de um trabalho ou a perda de um objeto relacional com o qual tínhamos um vínculo forte. Portanto, o processo de luto significa que, em função da perda, devemos nos adaptar a uma nova vida sem essa pessoa ou coisa, sendo que o seu desenvolvimento passa pela reconstrução de significados.
O luto é um processo normal,que ocorre em cinco fases: a negação, a raiva, a barganha, a depressão e finalmente, a aceitação ou a conciliação. Esses estágios não são necessariamente subsequentes um do outro e podem ser vividos ao mesmo tempo.Mas do mesmo jeito que se reconhece que é um processo natural que implica grande sofrimento para a maioria das pessoas, também que esse processo pode se agravar, chegando a produzir transtornos.
Quando procurar ajuda?
Fique atento aos sintomas:
– Intensos sentimentos desculpa.
– Pensamentos de suicídio.
– Desespero exacerbado.
– Inquietude ou depressão prolongada.
– Sintomas físicos.
– Ira descontrolada.
– Dificuldades contínuas de funcionamento.
– Abuso de substâncias
Ainda que qualquer um desses sintomas possa ser característico de um processo normal de luto, a sua continuidade por tempo prolongado deve ser motivo de preocupação e atenção para consultar um profissional.
Fonte: Daiane Savi — Psicóloga CRP 07/28459
Telefone: (54) 99665-2253


.jpg)



