Ano novo, vida nova! É hora de fazer e refazer planos, melhorar hábitos, estabelecer metas. Muitos dos nossos objetivos requerem dinheiro. Para alcançá-los é importante que a vida financeira esteja organizada.
Ano novo, vida nova! É hora de fazer e refazer planos, melhorar hábitos, estabelecer metas. Muitos dos nossos objetivos requerem dinheiro. Para alcançá-los é importante que a vida financeira esteja organizada.
:: A importância do autoconhecimento
O orçamento familiar é uma ferramenta poderosa que nos ajuda a conhecer nossa realidade financeira e, a partir daí, nos permite melhorar hábitos e fazer planos. Você sabe quanto ganha por mês? Possivelmente sim. Seja assalariado, autônomo ou empreendedor, é provável que você tenha uma boa noção dos seus próprios rendimentos. Mas você sabe quanto e como gasta aquilo que ganha? Para onde tem ido seu dinheiro? Por que você não tem conseguido fazer uma reserva financeira satisfatória? É para responder a essas perguntas que serve o orçamento familiar. A partir das respostas você conhecerá melhor a si mesmo, saberá que hábitos precisa modificar, onde poderá reduzir gastos e quanto dinheiro será possível poupar a cada mês.
:: Como fazer um bom controle financeiro pessoal?
Não existe segredo: para ter um bom controle financeiro é preciso anotar tudo que você recebe e gasta. Para isso, você pode usar desde métodos bem tradicionais até outros mais modernos. Não existe uma ferramenta que seja ideal para todos. Cada um deve escolher a solução que melhor lhe atenda. O importante é anotar. E quanto mais detalhadas forem as anotações, mais preciso é o orçamento.
:: Onde anotar?
– Papel e caneta: método favorito da minha mãe. Uma caderneta comum onde cada recebimento ou gasto é registrado, com a descrição, o valor e a data. Simples assim.
– Planilha eletrônica: meu método favorito. Você encontra planilhas de planejamento financeiro e outras soluções prontas na internet, mas muita gente prefere criar sua própria ferramenta. Assim como na caderneta, cada fato é registrado com descrição, valor e data. Tem gente que cria uma tabela separada para gastos com dinheiro, uma para conta bancária, uma para cartão de crédito e uma com o resumo das outras três.
– Aplicativos para celular: método favorito do meu filho. Existem várias opções disponíveis, algumas gratuitas e outras pagas. No fundo, o objetivo deles é um só: registrar fatos, agrupá-los e apresentar um resumo ao usuário. A forma como isto é feito é que muda de um aplicativo para outro. Alguns buscam dados diretamente da conta corrente e do cartão de crédito, outros requerem que toda movimentação seja inserida manualmente.
:: O que anotar?
São muitas as formas como ocorrem nossos gastos e recebimentos. Independentemente da forma, é preciso anotar todos os fatos à medida em que ocorrem.
– Dinheiro vivo: talvez seja a forma que requer mais cuidado, porque o dinheiro entra na carteira, mistura-se ao que já estava lá dentro, depois sai aos poucos, muitas vezes, sem que a gente perceba. Como controlar esse entra e sai? Repito, pois não há segredo: anotando. O celular é um aliado nessas horas. Se você preferiu não usar um aplicativo financeiro, recorra ao bloco de notas que todo aparelho tem e procure registrar na hora tudo o que entra e sai.
– Transferências bancárias, débito automático e cartão de débito: tudo que entra e sai diretamente da sua conta bancária fica registrado no seu extrato. Crie o hábito de conferi-lo com frequência.
– Cheques quase não usamos mais, mas, às vezes, acontece. Emitiu um cheque? Anote as informações no canhoto.
– Cartão de crédito: mesma coisa. Anote todos os gastos, tanto os feitos diretamente em um estabelecimento (como supermercados, restaurantes e bares), quanto os feitos pela internet.
:: Agrupando
E agora? O que fazer com tantas dezenas de anotações? Para conseguir extrair informação útil disso tudo é preciso agrupá-las em grandes categorias. Muitos aplicativos para celular já pedem que o usuário classifique os fatos em categorias no momento da anotação. Isso agiliza a etapa do agrupamento. Quem usa papel e caneta ou planilha eletrônica precisa anotar, ao lado de cada lançamento, a qual categoria aquele fato pertence.
Vamos a alguns exemplos de categorias:
– Alimentação: podem entrar nesta categoria os gastos com supermercado, padaria, açougue, feira, restaurantes e lanchonetes.
– Diversão: bares, cinema, estádio, parques e viagens são alguns exemplos.
– Estrutura: despesas com a manutenção da sua rotina. Condomínio, eletricidade, telefonia, plano de saúde, aluguel, faxina e consertos.
– Transporte: gasolina, ônibus, táxi e manutenção do carro podem entrar nesse grupo.
– Filhos: alguns exemplos são escola, faculdade, merenda e mesada.
A definição das categorias varia de acordo com a pessoa. Por exemplo, quem se alimenta fora de casa com frequência pode criar uma categoria só para isso, separada da categoria Alimentação.
Quem gasta muito com medicamentos e consultas pode criar a categoria Saúde. Quem gasta muito com roupas e sapatos também pode criar uma categoria só para esses gastos.
:: Colhendo os frutos do controle financeiro pessoal
Por fim, é só somar quanto foi gasto em cada categoria e, finalmente, descobrir aonde seu dinheiro é distribuído. Isso vai permitir que você reflita sobre seus hábitos e suas prioridades e concentre os esforços na direção certa para economizar dinheiro. Dá trabalho? Sim, dá, um pouco. Quase tudo o que vale a pena na vida é um pouco trabalhoso. Mas é importante saber como fazer seu controle financeiro pessoal. No início pode parecer um pouco chato, mas logo você se acostuma e começa a ter prazer, pois a recompensa é garantida.
Conhecer os próprios hábitos financeiros vale a pena, pois em pouco tempo você identifica os pequenos – e os grandes – ralos por onde seu dinheiro escorre, e consegue tapá-los. Dessa forma, você se prepara para a próxima etapa: poupar e investir. Assim, poderá começar a realizar tanto os pequenos quanto os grandes sonhos. Afinal, é para isso que o dinheiro serve.
Fonte: www.tororadar.com.br


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