A síndrome do ninho vazio é uma sensação psicológica de pesar e solidão que os pais sentem quando os filhos saem de casa pela primeira vez, seja para morar sozinhos ou ir à faculdade. Essa síndrome é conhecida, mas a que o filho sente ao sair de casa? Essa, tem nome?
Muitos adolescentes tem o sonho de sair da casa dos pais, ter seu próprio canto e suas próprias regras. No entanto, quando isso se torna realidade e, aos 17, 18, 19 ou mesmo 20 anos, se torna necessária a mudança de cidade para estudar. Após a euforia, de ter passado no vestibular, a experiência de sair de casa pode não ser tão agradável quanto o jovem estudante esperava.
Quando há mudança de cidade, o universitário passa por uma série de emoções que demandam “rearranjos psíquicos” que estão ligados à capacidade de resiliência de cada indivíduo. Muitos jovens saem de contextos, nos quais são destaque, com ótimos desempenhos e quando chegam à universidade percebem que são, na verdade, medianos ao se depararem com outras pessoas do mesmo nível intelectual.
O sofrimento é inerente a um intenso período de estudo exigido pelo ensino superior, mas é preciso tomar cuidado para que esse incômodo não se torne um adoecimento psíquico. Para isso, é importante que os pais fiquem atentos aos sinais de que algo não está bem. Pode-se notar um pouco de ansiedade diante a um ambiente desconhecido e completamente novo (cidade, colegas, amizades, carga horária de estudos). Até aqui, pode parecer que a ansiedade é normal.
Precisamos nos preocupar, caso essa ansiedade se transforme em uma crise de ansiedade (palpitações, falta de ar, tremores, vômitos, tontura, medo de ficar só), nesse estágio é necessário que a família se faça presente, e dê todo o apoio emocional que o jovem estudante precisa, de preferência que seja presencialmente, isso para que não evolua para um transtorno de pânico ou depressão.
O ambiente familiar, no qual ele se sentia seguro, não existe mais. Ele volta da universidade e se vê sozinho, sabe que é só ele por ele, pois a família está a quilômetros de distância. Essa solidão, esse vazio, que alguns estudantes relatam é o sofrimento psíquico. Essa sensação não é causada, como algumas pessoas pensam, pelo fato de ter perdido a vida boa, por ter de “se virar”, mas pela falta de não ter mais o convívio com a família (pais, irmãos, animais de estimação).
Essa adaptação ao novo pode durar dois meses, um semestre ou um ano e cabe aos pais ficarem atentos ao que acontece com o seu filho, que queria tanto estudar fora ou de sair da casa dos pais.
Fonte:
Zulmira Regina Puerari Pan
Psicóloga clínica – CRP 07/21386
Telefone: (54) 3045-3223



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