O que é trombofilia?
Trombofilia é uma condição na qual o sangue tem maior tendência a formar coágulos, podendo estar relacionada a fator hereditário (desde o nascimento) ou adquirido no decorrer da vida. Os coágulos formados surgem por alteração no sistema normal de coagulação, com aumento de proteínas pró-coagulantes (que aumentam o risco de trombose) ou redução de proteínas anticoagulantes, que normalmente impedem a trombose.
Quais são os fatores de risco?
Obesidade, cirurgia, restrição ao leito, uso de hormônios, viagens longas de avião, câncer, tabagismo e gestação são fatores que aumentam o risco trombótico de forma independente, ou seja, em qualquer pessoa.
O que acontece na gestação?
Durante a gestação há alterações fisiológicas no organismo da mulher que predispõem à trombose. Um desequilíbrio no sistema pró-coagulante a anticoagulante gera aumento de risco de fenômenos de trombose e embolia nessa população. A incidência de tromboembolismo venoso (TEV) em grávidas é de 0,6-1,7 casos a cada 1.000 gestações. Em torno de 50% a 60% dessas tromboses ocorre no período do puerpério (período de até seis semanas após o parto).
Então toda mulher que quer engravidar necessita rastreio para trombofilia?
Não. Apesar do risco de TEV em grávidas ser cerca de quatro vezes maior que nas mulheres não grávidas em idade fértil, não há evidência científica de que a incorporação desses exames de rotina no pré-natal seja útil. Tal conduta não parece reduzir o risco de morte ou outros eventos trombóticos nessa população.
Quando devemos investigar trombofilia?
A investigação é preconizada quando o resultado dos exames auxiliará na definição terapêutica, modificando tratamento. Assim, é indicado investigar a trombofilia em mulheres que pensam em gestar (ou gestantes) se houver história de trombose pessoal ou trombose em familiar de primeiro grau (pai, mãe, irmãos, filhos) ou história de abortos tardios (> 12 semanas) ou abortos de repetição.
Todas as trombofilias são iguais?
Não. Há trombofilias que são consideradas de alto risco de complicações tromboembólicas e outras que não se associam a risco tão elevado isoladamente.
O tratamento é sempre indicado na gestação e puerpério?
Como o risco de trombose varia de acordo com o tipo de trombofilia, o resultado de um teste positivo não necessariamente indica o uso de medicações durante a gestação e puerpério. Assim, é muito importante consultar um médico hematologista para retirar dúvidas, realizar acompanhamento periódico durante o período da gestação e puerpério e indicar o melhor tratamento, quando necessário.
Fonte: Dra. Cristiane Zanotelli – Hematologista – CRM 38589
Dra. Daiane Weber – Hematologista – CRM 33632
(54) 3622-4655


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