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Fevereiro Roxo: Conscientização e prevenção sobre o mal de Alzheimer

4 de fevereiro de 2020

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, constituindo entre 50% a 70% de todos os casos

O que é a doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer é um tipo de demência que provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem ou pensamento). Essa deterioração tem como consequência alterações no comportamento, na personalidade e na capacidade funcional da pessoa, dificultando a realização das atividades da vida diária. O nome dessa doença deve-se a Alois Alzheimer, médico alemão que, em 1907, a descreveu pela primeira.

À medida que as células cerebrais sofrem redução, em tamanho e número, formam-se tranças neurofibrilares no seu interior e placas senis no espaço exterior entre elas. Essa situação impossibilita a comunicação dentro do cérebro e danifica as conexões existentes entre as células cerebrais que acabam por morrer e isso traduz-se em uma incapacidade de recordar a informação. Desse modo, conforme a doença de Alzheimer afeta as várias áreas cerebrais perde-se certas funções ou capacidades. Quando a pessoa perde uma capacidade, raramente consegue recuperá-la ou reaprendê-la.

A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa

Em termos neuropatológicos, a doença de Alzheimer caracteriza-se pela morte neuronal em determinadas partes do cérebro, com algumas causas ainda por determinar. O aparecimento de tranças fibrilares e placas senis impossibilitam a comunicação entre as células nervosas, o que provoca alterações em nível do funcionamento global da pessoa.

Quais são os sintomas?

Nas fases iniciais, os sintomas da doença de Alzheimer podem ser muito sutis. Todavia, começam frequentemente por lapsos de memória e dificuldade em encontrar as palavras certas para objetos do quotidiano. Esses sintomas agravam-se à medida que as células cerebrais vão morrendo e a comunicação entre elas fica alterada.

Outros sintomas característicos
Dificuldades de memória persistentes e frequentes, especialmente de acontecimentos recentes.

  • Discurso vago durante as conversações.
  • Perda de entusiasmo na realização de atividades, anteriormente apreciadas.
  • Demorar mais tempo na realização de atividades de rotina.
  • Esquecimento de pessoas ou lugares conhecidos.
  • Incapacidade para compreender questões e instruções.
  • Deterioração de competências sociais.
  • Imprevisibilidade emocional.

Consoante as pessoas e as áreas cerebrais afetadas, os sintomas variam e a doença progride em um ritmo diferente. As capacidades da pessoa podem variar de dia para dia ou mesmo dentro do próprio dia, podendo piorar em períodos de estresse, fadiga e problemas de saúde. No entanto, o certo é que vai existir uma deterioração ao longo do tempo. A doença de Alzheimer é progressiva e degenerativa e, atualmente, irreversível.

Qual a causa da doença de Alzheimer?

Os investigadores estão descobrindo mais dados sobre as alterações químicas que provocam danos às células cerebrais na doença de Alzheimer. Mas para além das pessoas que desenvolvem a doença de Alzheimer familiar, não se conhece o motivo pelo qual uma pessoa desenvolve a doença e outra não. Estão sendo investigadas várias causas suspeitas da doença de Alzheimer, incluindo fatores ambientais, perturbações bioquímicas e processos imunitários. A causa pode variar de pessoa para pessoa e pode ser devida a um ou a vários fatores.

Quem desenvolve a doença de Alzheimer?

Qualquer pessoa pode desenvolver a doença de Alzheimer. No entanto, é mais comum acontecer após os 65 anos. A taxa de prevalência da demência aumenta com a idade. Em nível mundial, a demência afeta 1 em cada 80 mulheres, com idades compreendidas entre os 65 e 69 anos, sendo que no caso dos homens a proporção é de 1 em cada 60. Nas idades acima dos 85 anos, para ambos os sexos, a demência afeta aproximadamente 1 em cada 4 pessoas.

É importante ter um diagnóstico preciso o mais cedo possível para determinar se a situação clínica da pessoa é devida à doença de Alzheimer ou se os sintomas estão a ser causados por outra doença, diferente ou rara, que requeira um tratamento específico.

Como é que a doença de Alzheimer progride?

A progressão da doença varia de pessoa para pessoa. Mas a doença acaba por levar a uma situação de dependência completa e, finalmente, à morte. Uma pessoa com doença de Alzheimer pode viver entre três a vinte anos, sendo que a média estabelecida é de sete a dez anos.

Fonte: www.alzheimer.org