A poliglobulia ou policitemia é caracterizada por aumento dos glóbulos vermelhos do sangue e pode estar relacionada a causas hematológicas ou surgir em consequência a alguma outra condição. Níveis de hemoglobina acima de 16,5g/dL em mulheres ou acima de 18,5g/dL em homens sempre merecem investigação complementar.
Há mais de um tipo?
O aumento dos glóbulos vermelhos pode ocorrer devido a uma consequência de outras doenças (poliglobulia secundária) ou devido a aumento exagerado da atividade da medula óssea (poliglobulia primária).
Qual a diferença entre os tipos?
A poliglobulia secundária representa a maioria dos casos, estando associada a uma produção desregulada de glóbulos vermelhos devido a outras doenças, medicações ou fatores ambientais. Por exemplo, pode ocorrer em tabagistas / portadores de doenças respiratórias (doença pulmonar obstrutiva crônica) ou doenças congênitas do coração.
A poliglobulia primária, por outro lado, está associada a um descontrole da produção em nível da medula óssea, sendo chamada de policitemia vera e tratada pelo hematologista. Faz parte das doenças mieloproliferativas, sendo um tipo de câncer raro da medula óssea, não hereditário, mais comum em indivíduos acima dos 60 anos. A longo prazo, há risco de evolução para leucemia aguda e mielofibrose, embora isso não seja muito comum.
Quais são os sinais e sintomas?
Os sintomas se devem ao aumento da viscosidade sanguínea, que reduz a velocidade da circulação de oxigênio pelo organismo, podendo causar tonturas, dores de cabeça, vermelhidão / rubor facial ou coceira importante nas palmas após exposição à água quente. Há também um risco aumentado de eventos tromboembólicos, como tromboses, derrames e infarto agudo do miocárdio.
Como é feito o diagnóstico?
Uma adequada avaliação e investigação pelo médico hematologista é recomendada para diferenciarmos o quadro primário e secundário, sendo baseada em exames de sangue e de imagem. Quando suspeitamos de doença primária, a biópsia da medula óssea deve ser realizada.
Como é feito o tratamento?
O tratamento depende da causa. Quando a causa é secundária, o tratamento baseia-se em controle da doença de base que está causando o aumento dos glóbulos vermelhos. Reduzir o peso, parar de fumar e fazer exercícios regulares pode melhorar a oxigenação e reduzir a necessidade de produção de novas hemácias. Quando a causa é primária, é necessário retirar o excesso de glóbulos vermelhos. Nesses casos, o tratamento é feito com sangrias periódicas ou com medicação oral, de acordo com a avaliação médica. Medicações para prevenção de trombose também podem ser indicadas na doença primária.
Fonte:
Dra. Cristiane Zanotelli
Hematologista – CRM 38.589
Dra. Daiane Weber
Hematologista – CRM 33.632
HematoClin
(54) 3622-4655
(54) 99921-3830



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