Você é o típico atleta esporádico ou de final de semana, ou seja, aquele que pratica apenas seu futebol entre amigos, uma vez a cada sete dias? Então, talvez já tenha percebido que, vez que outra, acaba sofrendo com dores e lesões, certo? Isso ocorre porque a prática de exercício físico na frequência menor que três vezes semanais pode ser tão prejudicial quanto o sedentarismo. O aluno do Espaço Pilates, Eduardo Loss, de 54 anos, descobriu, na prática do método, um parceiro para acabar com isso. “Há um tempo, estourei o joelho jogando bola e tive que parar de jogar, mas como o médico sempre cobrava atividade física, descobri o Pilates. Está sendo tão bom que as dores no joelho sumiram e, em breve, voltarei para o futebol, sem largar o Pilates, claro. Assim como eu, muitos homens acabam tendo prejuízos por jogar sem aquecer ou se preparar.”
Preconceito
O problema é que muitos homens ainda têm preconceito e acham que Pilates é coisa de mulher ou para gente idosa. Era o caso do Maikel, 34 anos, que tinha muitas dores na coluna, com espasmos musculares frequentes e dor na região torácica devido a uma hérnia discal. “No início, esse preconceito me influenciou, mas quando comecei a praticar, minha vida melhorou muito! Não conseguia dormir sem tomar anti-inflamatório e as dores eram constantes. Estava sempre na fisioterapia e na massagem. Futebol também não pude mais jogar. Já pratico o Pilates há 6 anos e indico para todos os meus amigos homens. Muitos já começaram a fazer também. Não tem erro! A qualidade de vida aumenta bastante!”, comenta. E a namorada acrescenta: “Se ele falta a aula, acaba ficando de mau humor. O Pilates faz muito bem para ele”.
Pilates versus musculação
Henrique, 47 anos, já estava na musculação há cinco, quando começou a ter problemas, dores e desconfortos. Precisou fazer uma opção. “Eu sei que a galera de academia costuma ter preconceito com Pilates, mas eu senti que precisava. Logo nos primeiros meses, percebi melhora na minha disposição e fortalecimento muscular, o que me fez permanecer. Já estou no Pilates há mais de um ano. Com o reforço muscular de baixo impacto e o alongamento proporcionado pela prática, percebo que os benefícios são enormes!”
Carlos, 47 anos, segue na prática da musculação, mas agora associada ao Pilates. “Sempre fiz academia mas, sem orientação, acabava me machucando. Como tenho espondilite periférica, o médico me indicou o Pilates e eu comecei a praticar como terapia para o meu problema. Infelizmente, sei que existe muito preconceito e que muitos homens são avessos, mas para mim, é terapêutico.”
Controle das dores
Entre os principais benefícios experimentados por Carlos está uma importante redução no uso de analgésicos. “Minha mobilidade melhorou, mas principalmente, o Pilates me auxiliou no controle das dores. Foi o maior benefício. Pude reduzir muito o uso de medicamentos. Eu indico para os amigos homens que, como eu, trabalham fazendo movimentos repetitivos. Quanto antes começarem, vão ver as dores e lesões diminuírem ou até prevenirão as que pudessem aparecer.”
Muito mais que bola, qualidade de vida
“É muito mais do que exercícios naquela bola grande. Antes de começar, eu não sabia a quantidade de aparelhos utilizados no Pilates”, explica Eduardo Loss. “Eles nos fazem realizar movimentos que normalmente não fazemos no nosso dia a dia. Sem isso, parte da musculatura fica atrofiada. Eu comecei a praticar há pouco tempo, mas já percebi a diferença. Há tempos atrás tentei praticar musculação, mas não me adaptei de forma alguma. Já no Pilates, com poucas sessões comecei a me sentir melhor. Diminuíram as dores, voltei a realizar movimentos que antes não conseguia. Como a expectativa de vida aumentou, é melhor que a gente tenha maior qualidade de vida também. A gente encontra isso no Pilates”, completa Loss.
Lembre-se, os estúdios de Pilates costumam agendar aulas experimentais gratuitas. Se você é homem e anda com dores ou simplesmente quer melhorar sua qualidade de vida, dê uma chance para o Pilates!
Fonte:
Fabíola Frosi
Jornalista

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