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O que é leucemia mieloide aguda?

12 de fevereiro de 2021

Em nossa série sobre leucemias, em que já falamos de leucemia linfoide aguda e linfocítica crônica, hoje tratamos da leucemia mieloide aguda.

A leucemia mieloide aguda ocorre quando há alteração genética na linhagem mieloide, gerando as células típicas da doença, chamadas de blastos. Essas células se multiplicam descontroladamente e impedem a formação das células normais. Como resultado, a produção de todas as células da nossa fábrica do sangue fica comprometida: temos alteração nos glóbulos brancos, vermelhos e nas plaquetas. Ë o tipo de leucemia aguda mais comum nos adultos.

Por que ela acontece?

Alguns fatores que podem estar associados a um risco maior de desenvolver leucemia. Dentre esses, estão a exposição a produtos químicos (derivados benzeno, tintas, solventes, agrotóxicos, etc.), tabagismo, radiação e algumas síndromes genéticas, como síndrome de down, por exemplo. Não há fatores genéticos conhecidos, ou seja, ter algum familiar com leucemia não parece aumentar o risco de outros familiares terem a doença.

Quais são os sinais e sintomas?

Normalmente, o quadro clínico acontece muito rápido. Sintomas de anemia comuns incluem fraqueza, cansaço, falta de ar, dor de cabeça e palidez; hematomas, sangramentos (gengival, nasal), manchas puntiformes na pele (petéquias) são sinais relacionados à queda nas plaquetas; infecções e febre estão relacionadas à alteração nos glóbulos brancos. Também pode ser percebido aumento do fígado ou do baço.

Como é feito o diagnóstico?

O primeiro exame a ser realizado é o de sangue (hemograma). Nele, na maior parte das vezes, identificamos as células típicas da doença, que são os blastos. Essas células são células imaturas e que não aparecem nunca em um exame normal. Índices maior do que 20% são diagnósticas de leucemia.

Também podemos identificar anemia, alteração dos glóbulos brancos (aumentados ou diminuídos) e queda nas plaquetas. Uma vez tendo a suspeita da doença são indicados os exames da medula óssea, que irão confirmar ou afastar a suspeita da doença.

Como é o exame da medula óssea?

O exame é feito pelo médico hematologista, em ambiente apropriado e com anestesia local, associado a uma sedação semelhante a feita para realizar exames de endoscopia. É realizada uma punção no osso do quadril e retirada uma amostra de sangue da medula óssea (tutano do osso). Essa amostra de sangue é submetida a exames mais específicos, como imunofenotipagem, cariótipo e biologia molecular.

A imunofenotipagem é o exame que identifica o subtipo da leucemia. Os demais exames, na maior parte das vezes, identificam marcadores de maior gravidade. A biópsia de medula óssea, ou seja, retirada de fragmento de osso do quadril não é mandatória na leucemia aguda.

Como é feito o tratamento?

A leucemia é uma doença curável. Após feito o diagnóstico, o tratamento deve ser instituído o quanto antes, sendo feito com quimioterapia na veia. O transplante de medula óssea é reservado a casos com alterações genéticas de alto risco ou quando a doença reaparece após tratamento inicial. O médico hematologista é o responsável pelo diagnóstico, tratamento e acompanhamento da leucemia. O tratamento é feito em conjunto com equipe multidisciplinar, envolvendo a enfermagem, psicologia, farmácia, fisioterapia, entre outros profissionais.

Fonte:
Hematoclin
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(54) 99921-3830