A família é um dos laços afetivos mais antigo que existe. É no meio familiar que formamos a própria imagem, a visão de mundo e que estabelecemos as primeiras vivências, as primeiras noções de afeto. Para muitos, o núcleo familiar é percebido como uma fonte inesgotável de amor e cuidado. Para outros, representa perigo e sofrimento. Pode representar ainda ambos os sentimentos, mas o que não se pode negar, é a influência da família ao longo de toda a vida de um indivíduo.
Existe uma força ainda mais presente, que remete às bagagens carregadas através das gerações. Dentro de tais bagagens contemos os valores, as crenças e uma forma predeterminada de ver o mundo e de agir diante dele. Com isso, cada indivíduo acaba carregando em si as marcas das gerações passadas, que lhe foram ensinadas, bem como carrega as construções e experiências que são formadas ao longo de sua vivência.
Sem dúvida, há uma diversidade gigantesca de arranjos familiares, tais como: mãe e pai, dois pais, duas mães, pais ou mães solos, avós que cumprem o papel de pais e outras diferentes formas de famílias, que não necessariamente possuam laços sanguíneos. Dessa forma, é importante perceber que, ao formar uma família, há duas ou mais histórias que se encontram, há duas ou mais subjetividades que se mesclam e existe uma grande possibilidade de haver conflitos de ideais, valores, percepções de mundo, entre outras situações de atrito que geram sofrimento em um ou mais membros de um núcleo familiar.
Esse sofrimento pode aparecer de diferentes formas, estando mais ou menos evidente. Pode aparecer sob forma de angústia, ansiedade, brigas, solidão, sentimento de não pertencimento, frustrações, entre outros fatores que denunciam que algo na família não está indo bem. Justamente por isso, é importante a percepção de que se algo causa dor, é porque a saúde está precisando de atenção, de acolhimento; com a saúde mental não é diferente. É no momento em que a dor aparece que a busca por um profissional da saúde mental deve ocorrer. A terapia sistêmica — enquanto teoria presente na observação dos sistemas familiares — auxilia na compreensão do funcionamento de cada família e, consequentemente, de cada indivíduo dentro do núcleo familiar. É exatamente nesse contexto que a família e o psicólogo se aliam para encontrar um entendimento dos manejos familiares presentes, podendo desenvolver gradativamente o autoconhecimento e o início da busca por maior qualidade de vida e melhora na saúde mental familiar.
Fonte: Carolina Vieira Leite
Psicóloga — CRP: 07/34578
(54) 999175768
@psicarolinaleite

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