Bem-estar

O reiki e o amor!

18 de maio de 2021

O número de casamentos registrados nos cartórios do Rio Grande do Sul, no mês de maio de 2020, foi de 1.586, segundo foi divulgado pelo Portal de Transparências de Registros Civis do Estado. Por curiosidade, em Passo Fundo foram somente 23 registros.

Estou relatando essas curiosidades, pois maio é considerado o mês do amor, por dois motivos. O primeiro, por ser o mês considerado oficial pelos casais apaixonados para dizer o sim. O segundo, porque conta com um dia especial para comemorarmos a vida daquelas que amam incondicionalmente: as mães. A propósito, o mês de maio de 2020 fez cerca de 11.600 mães sorrirem com a chegada de seus bebês. Em Passo Fundo, sétimo colocado no Estado, houve 266 bebezinhos chegando naquele mês.

Mas aqui vamos falar do amor simplesmente, independente da sua forma.

Para quem, como eu, acredita em um ser supremo, criador de todas as coisas do universo e que ama toda a sua criação, é fácil juntar as peças e compreender que o reiki é puro amor, uma vez que nos reconecta exatamente com essa energia universal.

Nesse sentido, como processo terapêutico, o reiki torna-se um potencializador da nossa capacidade de amar ao outro e a nós mesmos, já que nos alinha com a ferramenta da qual mais necessitamos para isso: a nossa essência. É por meio da nossa essência que compreendemos as nossas reais capacidades, necessidades, habilidades, desejos, sem nos esconder atrás de quaisquer máscaras ou personagens que criamos no decorrer das nossas vidas. E permitam-me falar algo no que eu creio: não há como saber o que é amor se estivermos desconectados da nossa essência. Nunca vi, na verdade, nem mesmo um autoamor que fosse real, vindo de alguém que não se reconhece como ser pleno, parte de um universo que transcende e transborda amor.

Ao contrário, no entanto, vemos aos montes, em todos os lugares, seres vazios de si, buscando no outro o suprimento das suas expectativas, preenchimentos das suas próprias falhas, cura para seus próprios traumas. Busca essa que resulta em nada mais do que desilusão, frustração e banalidades, confundindo tragicamente tudo isso com amor. O amor que no fundo todos desejam ter acontece de dentro para fora.

Ainda, partindo do princípio que o amor nos faz querer cuidar, dar atenção, propiciar coisas boas, proteger, podemos entender a importância de sabermos e permitirmos fazer todas essas coisas para nós mesmos, em primeiro lugar. Afinal, como poderemos doar o que não temos nem mesmo para nós?

O reiki é uma terapia que consegue restaurar esses elos, equilibrando e fortalecendo as energias que impedem a fluidez natural das emoções. Além disso, o reiki, por ser luz, revela as obscuridades, que talvez nem tenhamos consciência e que, na grande maioria das vezes, são exatamente as forças que nos ancoram, nos impedindo de vivermos a plenitude dos sentimentos que merecemos e desejamos.

No que se refere ao amor, para que consigamos senti-lo em sua leveza natural, sem cobranças ou distorções da mente, precisamos nos permitir olhar para essas revelações, acolhê-las e ressignificá-las, abrindo espaço para sermos, então, preenchidos pela grandiosidade desse sentimento. É uma corajosa decisão a se tomar e demanda fundamental coragem para entregar-se a algo tão desafiador, como é o amor. Porém, quando acontece, plenitude maior não há.

Fonte: Gabriele Lima
Terapeuta e professora de reiki
Telefone: (54) 99706-8562