Com a pandemia do COVID-19 tivemos muitos impactos na sociedade, dentre eles estão a diminuição do exercício físico, isso ocorreu devido as pessoas terem passado a desempenhar suas atividades laborais dentro de suas próprias casas e também ao lockdown. Mediante isso, as pessoas reduziram o tempo dedicado aos exercícios físicos, potencializando o comportamento sedentário, o que ocasiona o descondicionamento cardiorrespiratório, neuromuscular e também metabólico, o que consequentemente, pode vir a aumentar peso corporal e o risco de desenvolver e/ou agravar o quadro de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). A prática de exercícios físicos atua como medida benéfica para a melhora da imunidade na prevenção e tratamento complementar para doenças crônicas e infecções virais tais como o novo Coronavírus.
O efeito protetor do exercício físico no sistema imunológico é crucial para responder adequadamente à ameaça do COVID-19. A realização de exercícios físicos regulares de intensidade moderada a vigorosa, segundo as diretrizes do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), irão: melhorar as respostas imunológicas à infecções; diminuir a inflamação crônica de baixo grau e melhorar os marcadores imunológicos e inflamatórios em vários estados de doenças, incluindo câncer, HIV, doenças cardiovasculares, diabetes, comprometimento cognitivo e obesidade.
No caso de indivíduos infectados por COVID-19, o número de dias com incidência de infecção do trato respiratório superior foi 43% menor em indivíduos que relataram uma média de cinco ou mais dias de exercícios aeróbicos (sessões de 20 minutos ou mais) em comparação com aqueles que eram amplamente sedentários (≤1 dia por semana). Além disso, há evidência de um estudo com camundongos, que repetição de exercícios moderados antes da infecção pode afetar positivamente o desfecho da infecção. Uma única sessão de exercícios também confere algum benefício, embora pareça estar presente apenas nos primeiros dias após a infecção. Juntamente com a melhora na morbidade e redução da carga viral, está um padrão de mudanças nas quimiocinas e citocinas que fornece algumas informações sobre os mecanismos de ação em potencial.
O exercício físico regular, realizado de forma estruturada, pode otimizar as funções do sistema imunológico e prevenir ou atenuar a gravidade da infecção, especialmente para as populações mais vulneráveis. Neste sentido, as recomendações quanto ao exercício físico é de que sejam de intensidade moderada, sempre com prescrição de um profissional habilitado. Sugere-se a realização de exercícios aeróbicos de 3-5 dias por semana, aliado aos exercícios de fortalecimento muscular no mínimo 2-3 dias por semana, sendo contraindicados programas de exercícios prolongados ou treinamento de alta intensidade sem recuperação adequada para evitar a imunodepressão e maior suscetibilidade às infeções.
Fonte:
Fernanda Huppes
Educadora Física – Cref 031430-G/RS
(54) 99962-6242


.jpg)


.jpg)

