Muitos pais tem dúvidas sobre o uso da chupeta, se dever dar ao bebê ou não, ou até mesmo, como retirar depois que a criança cresce. Para a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), os pais devem tomar essa decisão tendo como base não na opinião de terceiros, mas sim pesando nos ‘prós e contras’, para que, possam optar por oferecer ou não ao bebê.
Em tudo há benefícios e malefícios, no uso da chupeta também. Os prós são acalmar o bebê, principalmente recém-nascido, e dar um descanso a mãe, quando o bebê é muito “sugador”. Os contras são os aumentos de riscos de bactérias e fungos que causam doenças, pode prejudicar na fala e dentição, e também na socialização e comunicação, já que o bebê acaba chorando menos e assim comunicando menos as suas necessidades.
Mas como sabemos, a chupeta é muito utilizada pelas famílias para que a criança fique mais calma, traz afeto, acalento e isso acaba muitas vezes, se tornando um hábito, segundo pesquisas 61% das crianças fazem uso de chupeta no estado de São Paulo. Mas depois disso, como fazer a retirada quando a criança cresce? Em primeiro lugar, muitas pessoas tem receio de tirar a chupeta e causar algum “trauma infantil”, porém é necessário entender, que a criança está crescendo e se desenvolvendo, e agora não precisa mais do uso desses artifícios.
Também se faz necessário refletir os seus porquês, o porque você quer fazer a retirada da chupeta nesse momento, seria por conta da fala da criança, da dentição, da socialização? É bom você pensar e elencar alguns fatores que estão influenciando nessa tomada de decisão. E a partir disso, você precisa ser firme e saber que depois de certa faixa etária, a chupeta trará muito mais consequências negativas do que positivas para a criança. E lembre-se, a sua segurança é essencial no momento de retirada, assim a criança ficará mais tranquila e confiará que você está fazendo o melhor.
Há 3 estratégias de fazer a retirada e você pode optar qual prefere. A primeira é fazendo a retirada gradual, você irá diminuir o tempo que a criança fica com a chupeta, por exemplo, deixando somente para a hora do sono ou para acalentar ela, retirando nos momentos de brincadeira, passeio, desenho. A segunda é a retirada de uma vez só, quando você faz uma “troca” com a criança, muitas famílias aproveitam datas comemorativas como Natal, Páscoa, Dia das Crianças para propor essa troca, onde pelo brinquedo ou presente que ela quer, ela deve entregar a chupeta como pagamento, é preciso explicar que não tem como voltar atrás, e você enquanto pai e mãe, deve se manter firme, sem ter chupetas guardadas caso a criança peça, se isso acontecer, você deve conversar com ela. A terceira estratégias é você fazer um furo na chupeta com alfinete, pois assim, ela perde a sensibilidade e o prazer da sucção, então você combina com a criança que é a última chupeta e quando estragar vocês jogarão fora e não terá uma nova, pois para a idade dela não tem mais.
É importante ressaltar que não deve ser feita a retirada da chupeta ou mamadeira perto de um acontecimento novo na vida da criança, por exemplo, entrada para a escola, uma viagem, mudança de casa. Para que não sejam muitas coisas novas para lidar ao mesmo tempo. Prepare-se para a mudança de comportamento da criança, principalmente nos primeiros dias, é esperado que ela fique um pouco mais irritada, mais chorona, não queira comer, e tenha dificuldade de dormir. Você pode optar por fazer essa retirada quando você está de férias, um feriado prolongado, assim estará mais próximo nessa fase.
Nos momentos difíceis lembre-se sempre dos seus propósitos, e também que a criança está se desenvolvendo, ela vai adorar saber isso. Entre em ação, certifique-se que é realmente isso que você quer fazer, e aceite que sua criança está crescendo, isso é maravilhoso! Tenha segurança e firmeza, que dará certo!
Fonte:
Michele Daré Mignoni
Psicóloga – CRP 07/32169
(54) 99109-2300
Instagram: @psicologamicheledm


.jpg)

.png)
.jpg)

