Ultimamente muito se tem ouvido falar sobre “relacionamentos tóxicos” sob diferentes perspectivas. Quando olhamos para essa situação a partir do viés da psicologia, torna-se possível investigar uma série de elementos que estão presentes em relacionamentos conflituosos. Mas, o que caracteriza uma relação amorosa tóxica?
Pode-se pensar que os relacionamentos por si só carregam uma complexidade nata, afinal, são duas pessoas com visões de mundo diferentes (ainda que semelhantes em alguns pontos) que estão dispostas a traçar um caminho juntas. Porém, para além dessa complexidade, há algo ainda mais preocupante. Se formos desvendar um pouco mais sobre o seu significado, encontramos que a palavra “tóxico” refere-se a algo nocivo para o organismo/sujeito. Nesse sentido, o seu significado corrobora quando pensamos em relações cujo a característica principal é o prejuízo para uma ou ambas as partes envolvidas. Alguns exemplos são: comunicação falha e/ou agressiva, controle, desrespeito, ciúme excessivo, entre outros.
Apesar de parecer fácil identificar qualquer uma das situações citadas acima, não é exatamente assim que funciona. Pessoas que estão inseridas em um relacionamento disfuncional, podem ou não perceber os rumos que a relação está tomando, ou seja, há pessoas que percebem que há algo de errado e há pessoas que não conseguem fazer esse entendimento. Quando uma das pessoas percebem que algo não vai bem e que o relacionamento está trazendo mais prejuízos do que benefícios, uma das possibilidades é que se a pessoa não possuir uma rede de apoio confiável, ela se mantenha nessa relação por diferentes motivos, seja por não saber como reagir diante do(a) parceiro(a) ou ainda, por existir abusos que intimidam a pessoa a não dar um fim.
Quando pensamos em abuso, pensamos em sujeitos que intimidam o cônjuge de diferentes formas, podendo ser emocional, física, moral, financeira ou ainda sexualmente. Dentro desses abusos podem existir outros inúmeros que fazem com que a pessoa tenha receio de finalizar a relação. Outra situação que também pode ocorrer, são pessoas cujo a família de origem se comunicava de formas semelhantes a do atual parceiro(a), fazendo com que essa comunicação soe “familiar”. Quando essa situação ocorre, fica ainda mais difícil do casal perceber o quão nociva está essa relação, afinal, essa sempre foi a forma de se relacionar.
Portanto, para finalizar, podemos fazer um breve paralelo entre relacionamentos funcionais e disfuncionais. Os relacionamentos funcionais, são aqueles cujo a comunicação é direta, assertiva, paciente e que o casal consegue comunicar tanto os pontos positivos, quanto as mazelas da vida e da relação. Em contrapartida, os relacionamentos disfuncionais, como o próprio termo supõe, são aqueles cujo a comunicação é difícil e está atravessada por sentimentos de medo, indisponibilidade, rejeição, entre outros. Vale lembrar que não existe sentença. Todo casal que percebe que a relação não está indo bem, pode buscar ajuda e fazer ajustes na relação para que possam vivenciar o amor da melhor forma.
Fonte:
Carolina Vieira Leite
Psicóloga – CRP 07/34578
(54) 99186-1041
Instagram: @psicarolinaleite

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