Não são raras as vezes que ao explorar as redes sociais nos deparamos com cenários perfeitos. Almejamos possuir um corpo padronizado e sem defeitos, o emprego dos sonhos, a família de capa de revista, uma refeição impecável e um padrão de vida que permita a realização de todos esses desejos. Porém, por vezes, acabamos esquecendo que na verdade, esse padrão não está dentro da realidade.
A vida perfeita tão postada e desejada, acaba provocando diferentes consequências na saúde mental, a começar pela comparação que interfere diretamente na autoestima e, por vezes, está acompanhada de uma série de outros sentimentos, como: angústia, insatisfação, incapacidade e uma gama gigante de pensamentos negativos sobre si. Essas emoções tendem a surgir justamente pela corrida traçada em busca de um padrão de vida irreal que não condiz com as vivências por trás das telas dos smartphones.
Vale ressaltar que autoestima é a imagem que temos de nós mesmos. Imagem que é construída ao longo da vida por meio de vivências e informações recebidas. Portanto, quando se fala sobre o prejuízo que as mídias sociais causam na autoestima, estamos falando sobre imagens negativas criadas sobre si que podem vir à tona devido a comparações e imagens distorcidas que surgem com ela. Com isso, por vezes, torna-se difícil dimensionar a proporção do prejuízo ocasionado à saúde mental, justamente pela sutileza em que esses sentimentos invadem. O sofrimento psíquico, também derivado dessa pressão por uma vida perfeita, acaba se fazendo presente de diferentes formas e assim como outros sentimentos, é uma dor que deve ser olhada com cuidado e com afeto, já que nas redes sociais não há espaço para mostrar as fragilidades.
Dessa forma, uma vez que o imediatismo tomou conta, as postagens mais procuradas são aquelas que fornecem produtos e/ou técnicas que prometem promover uma qualidade de vida melhor e, com isso, a tendência é cair no conto do resultado milagroso. Deparamo-nos com uma gama imensa de perfis que traçam modelos de como trabalhar o autoconhecimento, a autoestima e a autoaceitação de uma forma rápida, prática e em curto prazo. Porém, cuidado!
O processo de autoconhecimento não é linear, ele demanda tempo e desejo. Portanto, a busca por um profissional responsável e ético é a melhor maneira de realizar esse trabalho com a seriedade que ele precisa. Cada pessoa possui a sua subjetividade, a sua história e suas dores, tornando inviável que uma “receita pronta” seja capaz de eliminar todo sofrimento. A partir do momento que a dor não é falada, o processo de melhora tarda ainda mais. É preciso se conhecer e entender a raiz das dores que insistem em se fazer ainda mais presente em uma sociedade que tende a escondê-las. Desse modo, a melhor forma de compreendê-las é buscar um profissional capacitado e se permitir vivenciar essa forma de autocuidado.
Fonte: Carolina Vieira Leite
Psicóloga CRP 07/34578
(54)99186-1041
Instagram: @psicarolinaleite



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