Estilo de Vida

“Assistiu ao vídeo que te enviei?”  “Não! Quer me falar sobre ele?”

6 de junho de 2018

Meus amigos já me ouviram responder dessa forma, afinal, não tenho o hábito de assistir a vídeos em smartphone, embora, recentemente, tenha passado a dedicar um tempo para isso. Na verdade, a intenção da resposta é a de provocar um diálogo e trocar a virtualidade de um vídeo enviado (na maioria das vezes de forma impessoal e para vários grupos e contatos, indistintamente) por um instante de conversas, em que opiniões possam ser trocadas — concordadas ou divergidas — mas face à face! Não sou avesso às tecnologias, mantenho um site, um círculo em redes sociais, utilizo aplicativos, troquei músicas em meio físico pelo Spotfy e estou me dando bem com o Kindle já há uns três anos, mas fiquei surpreso com alguns dados recentes (Provokers, Google Brasil e YouTube): 56% dos brasileiros preferem assistir a vídeos pela internet do que pela televisão e, segundo dados da pesquisa, nos últimos três anos, o consumo de vídeos pela internet cresceu 90,1% enquanto que o da TV manteve-se estagnado.

Mas vou me deter noutra informação apurada: o brasileiro gasta, em média, 15,4 horas por semana assistindo a vídeos pela internet, o que significa mais de duas horas por dia, todos os dias…. E tem muita gente reclamando de falta de tempo! Então, ao nadar contra a maré assistindo a uns poucos vídeos na internet, “ganho” um tempo a mais para outras atividades, além de provocar aos amigos para que falem sobre o que postam e assim interajam mais.

Tão importante quanto manter-se atualizado nessas tecnologias é saber cultivar boas relações sociais, de amizades, de namoro e principalmente no ambiente da família, mas para tudo isso é preciso tempo. Existe aquela expressão, a meu ver ultrapassada, de que “tempo é dinheiro”. Melhor seria dizer que isso é uma grande mentira, pois tempo não se acumula, diferentemente do dinheiro. O dia tem 1.440 minutos que se vão a cada volta do ponteiro dos segundos e fazer mau uso dele é gerar um prejuízo irrecuperável!

Na psicoterapia, ouço com frequência que a música boa era a “do meu tempo”, que tempo bom era quando se podia brincar na rua até escurecer sem se preocupar com a violência ou com as drogas. O meu tempo é hoje, é o agora! Então, o que eu fizer nestes minutos limitados que o dia me dá é o que conta, minha felicidade está aqui, neste momento e em minhas mãos.

Assim, avalie sobre como você está utilizando sua dádiva, reparta-a com a família, com o trabalho e com os amigos, mas utilize-a da melhor forma que puder. Esse é um dos preceitos da felicidade, viver o hoje!

 

Fonte: César A R de Oliveira – Psicólogo – WhatsApp (54) 99981-6455