O autismo, que tem como nome oficial transtorno do espectro do autismo, é uma condição de saúde que se caracteriza por déficit em três áreas principais, que são: interação social, comunicação e comportamento. Não existe apenas um, mas muitos subtipos do transtorno, motivo pelo qual se usa o termo “espectro”, devido aos diversos níveis de comprometimento encontrados. Há aqueles que são verbais, que conseguem se expressar por meio da fala, seja ela com maior ou menor grau de desenvolvimento, e os não verbais, em que a comunicação se dá exclusivamente por meios alternativos. É muito comum encontrar autistas com outras situações de saúde associadas, como deficiência intelectual em diversos graus de comprometimento ou epilepsia, por exemplo. Há autistas que conseguem um certo nível de independência e há alguns que levam uma vida comum, assim como há os que nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.
O laço de fita com cores variadas, em formato de quebra-cabeça, é o símbolo mundial do autismo. A cor símbolo do transtorno, azul, foi instituída pela Organização das Nações Unidas, devido a ocorrência de mais meninos do que meninas com o transtorno, na proporção de quatro para um.
Ainda não se conhece completamente a causa do autismo, por ser um transtorno multifatorial. Diversos estudos recentes têm demonstrado que fatores genéticos são importantes na determinação de suas causas, além de fatores ambientais, ainda controversos, poderem estar associados.
Em função disso, o diagnóstico do Transtorno do Espectro do Autismo é baseado em exame clínico, realizado geralmente por neurologistas ou psiquiatras. Em muitos casos, observa-se que há em um primeiro momento, por parte das famílias, a procura de diversos profissionais da área da saúde, como psicólogos e fonoaudiólogos que, ao perceberem sinais do transtorno, encaminham seu paciente ao médico para confirmação do diagnóstico.
Podem surgir alguns sinais de autismo, a partir de um ano e meio de idade, ou mesmo antes, em casos mais graves – existem linhas de pesquisa que estudam o comportamento de bebês, para tentar identificar comportamentos nesses indivíduos, que possam sugerir o desenvolvimento do autismo. É de muita importância que se inicie o tratamento o quanto antes, pois quanto mais precocemente começarem as estimulações e intervenções de um modo geral, maiores serão os avanços no desenvolvimento e as possibilidades de melhorar a qualidade de vida da pessoa, mesmo que seja apenas uma suspeita clínica, ainda sem diagnóstico fechado.
O tratamento para autismo deve ser personalizado e interdisciplinar. Os os pacientes podem se beneficiar com a psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, intervenção comportamental, psicopedagogia, equoterapia, hidroterapia, musicoterapia, entre outros, conforme a necessidade de cada autista. Alguns sintomas como irritabilidade, agitação, autoagressividade, hiperatividade, impulsividade, desatenção, insônia e outros podem estar presentes (isolados ou alguns associados) e ser tratados com medicamentos, que devem ser prescritos por um médico. Na escola, um mediador pode trazer grandes benefícios no aprendizado e na interação social. Grande parte dos autistas frequenta escolas regulares, mesmo que em condições especiais, com auxílio de monitores, dias ou horários reduzidos, sendo que muitos não acompanham o desenvolvimento geral da turma. Vale salientar que a interação com os colegas, auxilia e contribui enormemente para a evolução da criança e que todo avanço é importante e significativo. Há também aqueles com comprometimento mais severo, que não tem condições de serem incluídos nas escolas regulares e necessitam de espaços específicos para seu atendimento.
É de suma importância o envolvimento e dedicação dos familiares, tanto na identificação dos sinais de atraso de desenvolvimento, para a procura de um diagnóstico, quanto para a efetiva intervenção, que deve acontecer o mais cedo possível, para que o autista possa ter a estimulação necessária. Quanto mais precoce for a estimulação do autista nas diversas áreas de atuação dos profissionais citados, mais rápido e melhor será seu desenvolvimento, melhor será sua qualidade de vida e maior a probabilidade de se tornar um adulto independente e inserido na sociedade. Dessa forma podemos contribuir para que o autista tenha uma vida plena e feliz!
Fonte: Salua Younes – Vice-presidente da AUMA
Passo Fundo conta com a Auma (Associação dos Amigos da Criança Autista), que, desde 1999, busca a inclusão social do autista e promove o apoio a seus familiares, além de divulgar a causa lutar pela criação de políticas públicas em prol do autismo.
(54) 99658 1732 – Facebook: AUMA – Assoc. Autismo Passo Fundo
DOAÇÕES: Banco Banrisul – Agência 0315 – Conta corrente 06.092.983.0-3


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