A tecnologia é uma grande aliada da medicina, uma vez que proporciona opções de diagnóstico e tratamento mais eficientes e menos invasivas. Nesse sentido, a cirurgia robótica na urologia facilita os procedimentos de câncer de próstata e rim, garantindo que o cirurgião tenha a sua visão ampliada e faça movimentos mais precisos.
Como funciona a cirurgia robótica na urologia?
Ela é conhecida por muitos como cirurgia laparoscópica assistida por robótica, devido ao fato de ser uma evolução da laparoscopia — procedimento cirúrgico com uma incisão no abdômen e a introdução do aparelho laparoscópio para visualizar e tratar a área doente. A cirurgia robótica é minimamente invasiva. Esse procedimento é classificado como a forma mais moderna de tratar câncer de próstata, problemas de rim e bexiga. Ao contrário do que muita gente pensa, não se trata de programar um robô para fazer a cirurgia de modo autônomo. Na prática, o equipamento cumpre a função de segurar a câmera e os instrumentos cirúrgicos, mas é o médico cirurgião quem se responsabiliza por controlar e operar o paciente. Com a cirurgia robótica, pode-se reduzir o tempo de recuperação do paciente, de modo que ele possa voltar à sua vida normal em poucos dias.
Quais doenças podem ser tratadas?
A possibilidade de utilizar robôs para realizar procedimentos cirúrgicos representa um grande avanço para a área da saúde. Com a cirurgia robótica, é possível agregar agilidade, eficiência e precisão para o tratamento de doenças comuns entre o público masculino. De acordo com uma pesquisa do Instituto Nacional de Câncer, são registrados mais de 65 mil novos casos de câncer de próstata, por ano, no Brasil. A prostatecmia radical, ou seja, o tratamento para retirar o câncer da próstata, é um dos procedimentos em que mais se utiliza robô, contribuindo para que o cirurgião tenha uma melhor visibilidade em locais de difícil acesso. Outra enfermidade que pode ser tratada por meio dessa técnica é o câncer de rim. Nesse caso, é feita a nefrectomia parcial, que se caracteriza por retirar apenas o tumor que está localizado no rim, a fim de preservar o restante da estrutura do órgão e, consequentemente, o seu bom funcionamento.
Além disso, a cirurgia robótica pode ser aplicada para a extração e reconstrução da bexiga, que é realizada para tratar o câncer da bexiga musculoinvasivo. O equipamento ainda possibilita a construção de uma nova bexiga com tecido do intestino. De modo geral, a cirurgia robótica é indicada para os procedimentos que requerem máxima atenção aos detalhes e que são em locais em que o cirurgião pode ter dificuldade para acessar manualmente. Sendo assim, ela é ideal para cirurgias consideradas complexas e que necessitam de movimentos precisos para que sejam bem-sucedidas.
Quais os benefícios dessa cirurgia?
Aumenta a precisão do médico cirurgião: a alta tecnologia empregada na cirurgia robótica aumenta a precisão do médico cirurgião, isso porque a câmera utilizada no procedimento amplia o campo de visão cirúrgico, gerando imagens em 3D do órgão a ser operado, que podem ser ampliadas até 15 vezes.
Faz incisões menores: as incisões necessárias para a introdução da câmera no corpo do paciente são bem menores na cirurgia robótica do que os cortes feitos nos procedimentos tradicionais. Diante disso, o sangramento também é menor, além de o processo de recuperação pós-cirúrgico do paciente ser mais rápido e gerar menos dor.
Reduz os riscos de complicação: como há menos sangramento, as cirurgias robóticas diminuem as chances de o paciente necessitar de transfusão, assim como são reduzidos os riscos de infecção. Sem falar que a técnica contribui para a recuperação rápida da potência sexual e continência urinária da pessoa.
Vale ressaltar que, como se trata de um procedimento cirúrgico pouco invasivo e com baixo risco de complicação, a alta hospitalar se dá de forma mais rápida.
Fonte:
Clodoaldo Oliveira da Silva
Urologista – CRM 22402 – RQE 16.194
(54) 99133-6564
Instagram: @clodoaldo.uro


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