Não há dúvidas de que o isolamento social afeta nosso psicológico. A mudança repentina na rotina fez com que várias áreas da vida sofressem alterações e alguns já sentiram a diferença na balança. Enquanto o ganho de peso pode não ser a preocupação de muitos no momento, alimentar-se de forma saudável e praticar exercícios não é só estética, os hábitos também influenciam na saúde, no psicológico e na imunidade.
Alimentação, corpo, emoções e mente equilibrados. Esse é a dieta sugerida para enfrentar o período de quarentena. Com o isolamento domiciliar, sentimentos, como a ansiedade, podem acabar sendo descontados na comida e ir na contramão de uma alimentação equilibrada. Devemos conseguir fazer uma diferenciação entre a fome fisiológica da fome emocional. A fome emocional, é uma fome específica, como o desejo de comer um doce, por exemplo, e ela desaparece se fizermos outra atividade e tende a gerar sensação de culpa e frustração depois de consumirmos o alimento desejado. Nesse momento, é essencial ter uma rotina diária de atividades para diminuir esses gatilhos, evitando assim descontar nossas emoções no alimento.
A nutrição vai além dos alimentos que ingerimos. Ela se relaciona também com a maneira como lidamos com os nossos sentimentos. Com isso, quando se fala em ansiedade gerada por esse período de isolamento que estamos vivenciando é importante incluir práticas que auxiliarão o nosso psicológico e nos ajudarão a reduzir os níveis de ansiedade e estresse.
A primeira dica é reservarmos 30 minutos no início do nosso dia para nos dedicarmos a uma boa leitura, um alongamento, uma prática de ioga ou meditação ou tomar um chá com calma já auxilia muito a reduzir a ansiedade e já nos faz ter uma outra relação com o alimento, menos compensatória e punitiva. Apesar de muitos acharem que não, a permanência em casa é uma aliada para a definição de horários a serem seguidos ao longo do dia, estabelecendo assim os momentos determinados para a alimentação e evitando o comer fora de hora.
Abaixo segue algumas dicas de uma rotina alimentar equilibrada:
• Café da manhã: ingira boas fontes de proteína como ovos e queijo magro, inclua, ainda, um suco verde ou frutas, que são ricas em vitaminas e minerais, procurando sempre variar as frutas. Quando ao pão, opte sempre pela versão integral que é mais rica em fibras e auxilia no funcionamento intestinal.
• Almoço: sirva um prato que contemple uma boa variedade de vegetais, legumes e verduras. Arroz integral, batata doce, mandioca ou inhame são excelentes fontes de carboidratos. Já para as proteínas opte sempre pelo corte mais magro, por peixe, frango, ovos.
• Lanches (manhã e tarde): ingira frutas, iogurte, sementes e castanha. O lanche é muito importante para não chegarmos na próxima refeição morrendo de fome.
• Jantar: faça uma refeição mais leve com ovos, peixe ou frango, vegetais e hortaliças. Uma dica importante para ajudar na digestão e qualidade do sono, é não realizar o jantar muito tarde, no máximo até 3 horas antes de dormir. Ter um sono de qualidade ajuda a reduzir os níveis de estresse.
• Ceia: antes de dormir, se sentir necessidade, tome um chá relaxante (camomila, melissa, hibisco) e se tiver fome, você pode ingerir um iogurte, castanhas ou uma fruta, como kiwi, por exemplo.
Além da rotina saudável, os alimentos certos também podem contribuir para o combate à Covid-19. É importante mantermos o consumo de vitamina C, presente em frutas cítricas, como laranja, limão, acerola e abacaxi, para reforçar o sistema imunológico. A vitamina D também é muito importante para o reforço do sistema, de 10 a 15 minutos de exposição solar, com o máximo de pele exposta, sem proteção ou barreiras. O própolis também é importante, ajuda a reforçar as defesas, é anti-inflamatório.
Sobre a vontade de sair da dieta, o segredo é não comprar os produtos que fujam do que é recomendado e visto como saudável. Ficando em casa o dia todo é mais complicado mantermos o controle, então quanto menos tentação tiver, mais fácil fica. Tenha sempre frutas fáceis de consumir e que agrade mais o paladar para comer quando tiver com vontade de comer um doce ou algo diferente.
E para finalizar, exercite-se!! Seja qual for a modalidade escolhida, tire o seu corpo da inércia, ative a circulação e oxigene todas as células do seu corpo. O exercício nos traz uma sensação de bem-estar e alivia as tensões, ajudando assim a controlar a ansiedade e uma possível compulsão alimentar.
Fonte: Elen Pereira – Nutricionista – CRN2 6967
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