A busca por tratamentos que visam à redução da adiposidade localizada e melhora do contorno corporal crescem a cada dia e, apesar de a lipoaspiração ainda ser um dos meios mais procurados, técnicas não invasivas tem tomado um grande espaço no mercado. É o caso da criolipólise, que visa reduzir o excesso de gordura localizada, de forma rápida, segura, sem dor, sem cirurgias e o melhor, em uma sessão.
Trata-se de um procedimento não invasivo, que submete o tecido adiposo a um resfriamento em temperaturas que variam entre -5 a -10°C por um período de 45 a 60 minutos por área. Esse congelamento é seletivo (age somente na gordura), pois as células do tecido adiposo (adipócito) são mais sensíveis a baixas temperaturas do que as demais, tornando o adipócito inviável permanentemente, deixando de desempenhar seu papel de fornecimento e armazenamento de energia, resultando num corpo estranho para o organismo. Esse processo é chamado de apoptose celular, ou seja, a morte programada da gordura, com isso o organismo inicia um processo inflamatório pedindo ajuda ao sistema imunológico para remoção das células adiposas mortas, ocorrendo uma diminuição de até 25% da gordura na região tratada em apenas uma sessão, com consequente redução de medidas. Sendo assim, a gordura localizada é eliminada e não retorna mais no local tratado.
Esse processo pode perdurar por até 90 dias, por isso é necessário respeitar esse intervalo caso haja necessidade de mais de uma sessão na mesma região. Em geral as áreas a serem tratadas são: abdômen, flancos, costas, culote, interno das coxas e braços, sendo possível realizar a técnica em mais de uma região no mesmo dia. Após a sessão é comum observarmos, edema, eritema (vermelhidão), equimoses (roxinhos) e alteração de sensibilidade temporária, sintomas que desaparecem no decorrer de horas ou dias. O paciente pode retomar à suas atividades diárias normalmente após a realização da técnica, é importante manter hábitos alimentares saudáveis, prática de atividade física diariamente para que os resultados sejam mantidos.
É necessária uma avaliação minuciosa com fisioterapeuta dermatofuncional para indicação do tratamento, e observar se o equipamento é seguro e principalmente registrado pela Anvisa. O procedimento deve ser não somente eficaz, mas também ter embasamento científico para não acarretar prejuízos atrelados aos benefícios estéticos. Ter um corpo bonito também quer dizer ter um corpo saudável.

Fonte: Vanessa Secco
Fisioterapeuta dermatofuncional
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