Bem-estar

Dia Mundial Humanitário, 19 de agosto

11 de agosto de 2021

Porque esta data é tão pouco divulgada? Resposta: Porque não interessa a todos! Como assim? Em que mundo estamos vivendo? Por que ela é menos importante (ou vendável?) do que Natal, Páscoa, Dia das Crianças?

Não tenho o intuito de gerar polêmica, mas de promover uma reflexão sobre os valores nos quais estão ancorados a humanidade. Ops, humanidade separada de humanitarismo? Deveria ser assim?

Por humanitarismo entende-se um movimento que promove o bem-estar dos humanos. Isso, a meu ver, vai muito, mas muito, além de deixar essa tarefa para as ONGs responsáveis. E, sim, começa ainda mais profundamente do que dentro dos nossos armários empilhados de suprimentos que poderíamos dividir, ou nossos armários com mais pares de sapatos do que uma centopeia usaria, e que poderíamos doar.

Deve começar dentro de nós. Engana a si mesmo aquele que diz que não pode fazer nada, ou que uma única ação não vai salvar o mundo. Ou, ainda, que pensa em ajudar somente se um dia tiver mais dinheiro.

A questão que trago para reflexão vai em direção contrária a esse tipo de pensamento que, confesso, eu também alimentei por anos. Portanto, não há julgamento aqui, há uma porta aberta para pensarmos em que podemos ser mais úteis. Mais humanos.

A fome dói. Emocionalmente, inclusive.

A fome mundial agravou-se dramaticamente no ano anterior, segundo salientam as Nações Unidas. É provável que essa afirmação esteja relacionada às consequências da Covid 19. O relatório O estado da insegurança alimentar e nutrição no mundo (Sofi, 2021) estima que cerca de um décimo da população global – até 811 milhões de pessoas – esteve subalimentada no ano passado. Dados divulgados no endereço eletrônico https://www.paho.org

Para que você consiga visualizar essa catástrofe, imagine 7 mil estádios como o maior do Mundo, o Rungrado Primeiro de Maio, localizado em Pyongyang, na Coreia do Norte, lotados de pessoas passando fome ou comendo ratos, como as crianças de Moçambique.

Mas se você ainda acha que talvez esse não seja um problema seu e que não tenha como ajudar, gostaria de lembrar que há uma outra dor, que alimento nenhum supre e que, espante-se, pode estar dentro da sua própria casa, na casa ao lado ou na dos seus parentes. E essa dor corrói tanto quanto a outra. É a dor de não ser ouvido, de não ser visto, de não ter atenção. De não ser amado.

Somos seres carentes por natureza. Precisamos de aprovação, atenção, zelo, amor, para tornarmo-nos seres em equilíbrio com a sociedade. Esse bem, que tem custo zero para os nossos bolsos, é um bem abundante em nós. Mais ainda, não é algo que iremos dividir e diminuir do nosso patrimônio, ao contrário. Quando doamos um pouco do nosso bem às outras pessoas, ele se multiplica e volta para nós ainda maior.

Desejo ardentemente que reflita e esteja aberto a repartir um pouco da sua humanidade em prol de um movimento humanitário que, infalivelmente, salvará muitas vidas.

Fonte: Gabriele Lima
Psicoterapeuta holística – @gabi.reiki.palestras – (54) 99706-8562