Ortopedia Biológica amplia possibilidades de tratamento para pacientes com dores musculoesqueléticas crônicas, especialmente nos casos em que a cirurgia não é indicada.
Conviver com uma dor persistente não precisa ser encarado como algo inevitável. Para pacientes com problemas musculoesqueléticos que não têm indicação cirúrgica ou que já não apresentam bons resultados com tratamentos conservadores, novas abordagens vêm ampliando as possibilidades de cuidado.
Uma delas é a Ortopedia Biológica, área da medicina regenerativa voltada especificamente ao sistema musculoesquelético. Segundo o médico ortopedista Everton de Lima, da Clínica Orthix, o tratamento utiliza recursos que buscam estimular processos reparadores que o próprio organismo já possui.
“São tratamentos que funcionam como sinalizadores e ativadores de propriedades do nosso corpo. Com isso, conseguimos potencializar processos naturais de reparação e contribuir para o controle das dores crônicas”, explica o especialista. A abordagem pode ser utilizada em diferentes situações de dor musculoesquelética, incluindo quadros relacionados a degenerações teciduais, artrites e outros processos degenerativos. Antes de definir o tratamento, porém, é necessária uma investigação detalhada para descartar condições reumatológicas, metabólicas ou outras causas que exijam abordagens específicas.
De acordo com Everton, a Ortopedia Biológica também ajuda a preencher uma lacuna existente entre os tratamentos conservadores e a cirurgia. Há pacientes que não desejam realizar um procedimento cirúrgico, que não possuem indicação para ele ou que deixaram de responder de forma satisfatória às opções tradicionais.
“É justamente nesses casos que as técnicas regenerativas podem contribuir para o controle da dor e para a melhora da qualidade de vida”, afirma. O tema ganha ainda mais importância com o aumento da longevidade da população. Viver mais também significa conviver por mais tempo com alterações naturais do sistema musculoesquelético. Ao mesmo tempo, a evolução da medicina tem permitido desenvolver técnicas cada vez menos invasivas e ampliar as alternativas disponíveis aos pacientes.
Para o ortopedista, um dos principais cuidados é não normalizar uma dor que interfere no conforto ou na rotina. “Se a pessoa não se sente confortável com aquele tipo de dor, ela não deve se acostumar. É importante buscar alternativas e uma avaliação profissional”, destaca Everton.
Outro alerta é para a automedicação. Embora medicamentos possam aliviar sintomas, seu uso sem acompanhamento pode provocar efeitos indesejados e até trazer riscos à saúde. A orientação é procurar um profissional de confiança para investigar a origem da dor e definir o tratamento mais adequado para cada caso.
Fonte: Everton de Lima
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