Bem-estar

Envelhecimento do assoalho pélvico

9 de julho de 2018

O assoalho pélvico é uma estrutura localizada na bacia entre o osso do púbis e o cóccix, composto por músculos que fazem a sustentação da bexiga e do reto, dos órgãos reprodutivos femininos e da próstata. Esses músculos têm uma função importante para os esfíncteres uretral (bexiga), retal (ânus), no momento do parto, em que ocorre um relaxamento desses músculos, e nas funções sexuais masculinas e femininas. Entretanto, o envelhecimento causa alterações que podem prejudicar essas funções básicas. Podemos citar algumas alterações do envelhecimento pélvico:

 

:: Relacionadas à menopausa: a queda dos hormônios femininos pode causar diminuição da libido (desejo sexual), dispareunia (dor na relação sexual) em função da lubrificação em menor quantidade, incontinência urinária (perda de urina), que podem ocorrer quando há esforços, como tossir, espirrar ou em alguma atividade de vida diária, incontinência fecal (perda de fezes ou flatos), que estar relacionada a algum movimento realizado pelo paciente, e também em pós-operatório de cirurgias de intestino ou traumas, em que a musculatura e sensibilidade do esfíncter anal ficam prejudicadas.

 

:: Relacionadas ao aumento benigno da próstata: pode ocorrer sobrecarga da bexiga, causando dificuldade de esvaziamento completo, incontinência urinária e aumento da frequência miccional (aumento das idas ao banheiro).

 

:: Relacionadas a doenças neurológicas: podem ser citadas várias doenças, como Parkinson, Alzheimer, sequelas de acidente vascular encefálico, entre outras. As doenças que envolvem os aspectos cognitivo e motor dos pacientes é um fator desencadeante para as perdas urinárias e fecais, quando, muitas vezes, o paciente necessita utilizar protetores, como fraldas e absorventes. A deteriorização do sistema nervoso desencadeia também a síndrome da bexiga hiperativa, que se caracteriza por urgência miccional (desejo incontrolável de urinar com ou sem perda de urina). Cabe salientar que o uso de fraldas em idosos não deve ser considerada como uma condição normal.

A fisioterapia pélvica, e a equipe multiprofissional (médico, psicólogo, enfermeiro, educador físico, nutricionista), beneficia os idosos na melhora de sua percepção corporal, em sua inserção na sociedade, na diminuição de infecções do trato urinário, nas lesões de pele, na melhora da condição sexual, física e psicológica.

 

Fonte: Caroline Guariente Oliveira – fisioterapeuta Crefito 166822 F – Telefones: (54) 3601-2090 / (54) 99604-3043