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Finanças Femininas: Por que é preciso falar sobre esse tema?

28 de abril de 2023

Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revela que as mulheres se endividaram mais do que os homens no ano de 2022. Segundo a PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), 79,5% das mulheres estavam endividadas em fevereiro deste ano. Entre os homens, o número chega a 77,2%.

As mulheres têm concentrado o endividamento nas modalidades de prazos mais curtos, principalmente no cartão de crédito. Elas estão proporcionalmente mais endividadas do que os homens em três modalidades de dívida: cartão de crédito (86,5% das endividadas), carnês de lojas (19%) e crédito consignado (5,9%). Além disso, 18,8% das endividadas se consideram “muito endividadas”, mesma proporção observada em fevereiro do ano passado. O percentual é menor entre os homens – 15,5% dos endividados, uma queda de 0,6 ponto percentual em relação aos 16,1% de fevereiro de 2022. Segundo a CNC, isso indica que as condições orçamentárias estão mais apertadas para o público feminino. A dificuldade financeira afeta o bolso e gera graves consequências em outros aspectos da vida. A falta de organização dessa área tem impacto direto no desempenho profissional e até nos relacionamentos. Segundo uma pesquisa realizada pela plataforma Acordo Certo, cerca de 80% dos entrevistados com contas em aberto apontaram ter alterações de humor, outros relataram insônia (75%), ansiedade (74%) e baixa produtividade (66%).

Diante dessa situação, não dá para fugir: é preciso encarar o problema e uma das saídas para reverter esse quadro é a educação financeira. As questões que envolvem o endividamento excessivo das mulheres é um problema social por diversas razões. Em primeiro lugar, pode levar a um ciclo vicioso de pobreza e desigualdade, já que as mulheres podem ser mais propensas a trabalhar em empregos mal remunerados e instáveis, o que pode dificultar ainda mais o pagamento das dívidas. Isso pode afetar a saúde financeira de suas famílias e prejudicar o bem-estar dos filhos, em particular.    

Por isso, é importante que as mulheres recebam educação financeira adequada e apoio para lidar com dívidas e outras questões financeiras, a fim de promover a igualdade econômica e o bem-estar geral.

Fonte:
Priscila Battistella
Economista e consultora financeira
(54) 98415-1550
Instagram: @prihbattistella