Usualmente, orienta-se iniciar a introdução alimentar nos bebês por volta dos seis meses. Esse momento é de grande expectativa para a família, especialmente porque o bebê já pode manifestar interesse pelas comidas da família, o que aumenta a ansiedade, especialmente da mãe e dos avós.
Entretanto chegar aos seis meses não é determinante para que o bebê esteja pronto a iniciar de fato a introdução alimentar, principalmente pela imaturidade motora e digestiva e até pela não aceitação do próprio bebê, uma vez que seu único alimento até então é na forma líquida e com sabor semelhante (o leite materno altera o sabor e o aroma conforme a dieta materna). É aos poucos que o bebê terá que se aventurar em novas texturas, sabores e aromas.
A experiência de introdução à alimentação deve ser positiva, tanto para o bebê quanto para a família. Para facilitar esse processo é necessária muita informação, paciência da mãe e dos cuidadores e um profissional habilitado para auxiliar nas orientações e acompanhamento do processo, especialmente para identificar o melhor momento de dar início.
A identificação do momento oportuno para iniciar a introdução de alimentos sólidos deve ser a partir dos seis meses, observando-se os sinais de prontidão. Vale lembrar que é necessário manter o bebê com a amamentação (independente se a amamentação for materna exclusiva ou com complemento). Para bebês nascido prematuros, a idade deve ser corrigida, o que pode retardar algumas semanas ou até meses o início da introdução alimentar.
Os sinais de prontidão indicam melhor maturação da criança e menor chance de recusa, de alergias e de engasgos. Por isso, aguardar o momento correto é tão importante.
Seguem os sinais de prontidão:
— Capacidade de sustentar o pescoço (cabeça firme) e permanecer sentado com mínimo de apoio, tais atos indicam desenvolvimento psicomotor favorável.
— Tentar levar os alimentos a boca.
— Levar a mão ou objetos a boca
— Demonstra interesse por alimentos
— Redução do reflexo de propulsão da língua (quando se empurra com a língua os alimentos e objetos para fora da boca).
— Abre a boca quando vê o alimento.
Após liberação do médico pediatra e do profissional que acompanha o bebê, a família iniciará o processo de introdução da alimentação sólida, podendo ser por diferentes técnicas: participativa ou BLW (baby led-weading), ou desmame guiado pelo bebê, ou ainda pela associação de ambas as técnicas.
A introdução alimentar participativa consiste em esmagar com garfo os alimentos a serem oferecidos, sem liquidificar e nem misturar tudo. Tem o auxílio de talheres próprios ao bebê e é guiada por adulto. Os alimentos vão sendo apresentados gradativamente, conforme maturação da criança e tolerância. Já o desmame guiado pelo bebê consiste em disponibilizar os alimentos em técnicas de preparo e corte adequados ao bebê e deixar que ele livremente escolha quais provar, quais cheirar.
Também a associação de ambas as técnicas pode ser oferecida, pois é importante que o bebê conheça as texturas, os cheiros e os sabores diferentes antes de a alimentação sólida se tornar a principal fonte de nutrientes, pois a amamentação ainda é necessária e primordial no processo.
Vale lembrar que ao iniciar a introdução de alimentos sólidos é importante saber que na maioria dos casos o bebê vai querer brincar com os alimentos, vai ingerir pequenas quantidade e em alguns momentos vai se desinteressar, outros momentos vai tolerar melhor os alimentos. Não podemos esquecer que esse é um momento ímpar no desenvolvimento do bebê, afinal comer deve ser um processo prazeroso, afinal alimentação tem interferência na saúde física e mental em curto, médio e longo prazo na vida de cada um de nós.
Fonte:
Marina da Silva Pereira
Nutricionista – CRN2 9938
(54) 99603-9806


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