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Linfedema: quando o inchaço não é normal e precisa de atenção médica

5 de março de 2026

Durante o mês de março, dedicado à conscientização sobre o Linfedema, é importante falar sobre uma condição ainda pouco conhecida, mas que afeta milhares de pessoas e pode impactar significativamente a qualidade de vida quando não diagnosticada e tratada adequadamente.

O que é Linfedema e como identificar?
O Linfedema é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo de líquido linfático nos tecidos, causando inchaço persistente, geralmente nos braços ou nas pernas. Ele pode surgir de forma gradual, acompanhado de sensação de peso, endurecimento da pele, diminuição da mobilidade e aumento progressivo do volume do membro afetado. Diferentemente de um inchaço passageiro, o Linfedema tende a piorar com o tempo se não houver acompanhamento médico.

Diferença entre Linfedema e edema comum:
Embora ambos causem inchaço, o edema comum costuma estar relacionado a situações temporárias, como longos períodos em pé, retenção de líquidos, alterações hormonais ou problemas cardíacos e renais. Já o Linfedema é persistente, não melhora completamente com repouso ou elevação do membro e está associado a alterações do sistema linfático. Com o tempo, a pele pode ficar mais espessa e endurecida, o que não ocorre no edema simples.

Principais causas do linfedema:
O Linfedema pode ser primário, quando existe uma alteração congênita do sistema linfático, ou secundário, mais comum, surgindo após cirurgias, retirada de linfonodos, radioterapia, infecções, traumas ou doenças vasculares. Pacientes que passaram por tratamento oncológico fazem parte do grupo de maior risco e devem estar atentos aos sinais precoces.

Tratamentos disponíveis e acompanhamento vascular:
Apesar de não ter cura definitiva, o Linfedema pode ser controlado com tratamento adequado. As opções incluem drenagem linfática, uso de meias ou bandagens compressivas, cuidados com a pele, exercícios específicos e acompanhamento médico especializado. O cirurgião vascular tem papel fundamental no diagnóstico, na diferenciação de outras causas de inchaço e na definição do tratamento mais adequado para cada paciente. Alerta: quando o inchaço não é “normal”: Inchaço persistente, assimétrico, endurecido ou associado a dor, infecções frequentes ou alteração da pele não deve ser ignorado. O diagnóstico precoce faz toda a diferença para evitar complicações e preservar a qualidade de vida.
No mês do Dia Mundial do Linfedema, a principal mensagem é clara: inchaço não é normal. Procurar avaliação vascular especializada é um passo essencial para diagnóstico correto, tratamento adequado e mais saúde no dia a dia.

Fonte:
José Missio
Cirurgião vascular – CRM 42434 / RQE 39978
(54) 99920-9987
Instagram: @josemissio.vascular