Bem-estar

Medo de dizer “não” e o custo de não se posicionar

6 de abril de 2026

Dizer “não” pode parecer simples, mas para muitas mulheres isso vem carregado de medo, culpa e vergonha. Essa dificuldade não surge do nada. Desde muito pequenas, as mulheres são incentivadas a agradar, cuidar e ser compreensivas, mesmo que a consequência seja se desagradar constantemente.

Na prática, isso aparece em situações comuns do dia a dia. Estar excessivamente disponível para atender demandas externas, ficar até mais tarde no trabalho mesmo já estando sobrecarregada, concordar com decisões para evitar desconforto ou permanecer em relações que desgastam. São pequenas concessões que, somadas, promovem uma desconexão em relação a si mesmas.

As consequências não demoram a aparecer. Cansaço, irritação, sentimento de injustiça. Emoções que apontam um incômodo real, mas que nem sempre é nomeado. Dizer “sim” para tudo e para todos pode parecer mais fácil no momento, mas pode gerar um alto custo emocional.

E por que é tão difícil estabelecer esses limites? Muitas vezes, ao tentar dizer “não”, surge o medo de ser vista como egoísta ou de se tornar uma pessoa ruim por recusar um pedido. No fim, tanto o “sim” quanto o “não” podem gerar desconforto. A diferença está em escolher qual deles não te afasta de quem você é, dos seus valores e do que faz sentido para a sua vida.

Aprender a dizer “não” te faz uma pessoa mais coerente com seus limites, e te ajuda a se posicionar com mais honestidade. Mas, isso raramente acontece sozinho, porque envolve lidar com culpa, medo e padrões antigos que já foram naturalizados. A psicoterapia pode ajudar justamente nesse processo, oferecendo um espaço para entender essas repetições, questionar padrões e construir formas de lidar com o desconforto de talvez desagradar. E assim, o “não” deixa de ser um problema e passa a ser uma escolha mais consciente, alinhada com o que faz sentido para você.

Fonte:
Josiane Antunes Camargo
Psicóloga – CRP 07/31832
(54) 99136-3616
Instagram: @psicojosianecamargo