Dores de cabeça diárias de intensidade média a alta, podem ter relação direta com a boca, assim como torcicolos frequentes, tonturas e por vezes aquele zumbido que acompanha alguns momentos do dia ou da noite. Quando, ao abrirmos a boca, percebemos sons do tipo estalos ou sensação de areia próximo ao ouvido podemos estar diante de um quadro chamado DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR, também conhecido como DTM, que leva a todos os sinais citados anteriormente.
É muito comum a ingestão de analgésicos ou relaxantes musculares com ação anti-inflamatória para o alívio destes sintomas, o que além de intoxicar desnecessariamente o organismo, não vai resolver em definitivo o problema. Porém, você já se perguntou qual a origem destes incômodos? Estamos falando de uma articulação extremamente sensível localizada à frente do ouvido que está constantemente ligada à fala e à mastigação. Sem sombra de dúvida é a articulação mais usada do nosso corpo. A saúde desta articulação está diretamente ligada a doenças reumáticas, doenças autoimunes, a traumas como tombos e pancadas em várias regiões do corpo, em especial na cabeça, que podem ter acontecido durante a infância ou mesmo na idade adulta. Este histórico leva a adaptações corporais que ao longo do tempo diminuem a qualidade de vida do indivíduo, trazendo limitações de movimento e alterações na postura corporal, interferindo na qualidade do sono, podendo estar diretamente relacionado a quadros de apneia.
Outro fato curioso é que a maior incidência de DTMs acontece no sexo feminino, porém não existe uma idade mínima. Crianças também apresentam sinais e sintomas relacionados e neste caso cabe aos pais ou responsáveis estarem atentos às queixas e mudanças na rotina e no comportamento da criança.
Estas alterações, por terem múltiplas origens, também devem der tratadas de forma multidisciplinar, que é quando se obtém os melhores resultados em menor tempo de tratamento. A parte boa desta história é que com o conhecimento do profissional e a dedicação do paciente os casos são concluídos com estabilidade, sendo um tratamento definitivo para a melhora das funções e qualidade de vida.
Tudo começa por uma AVALIAÇÃO ODONTOLÓGICA minuciosa, onde os sinais captados pelo profissional levam a um questionamento mais profundo sobre o conforto do paciente e seu histórico médico. Afinal, qual dentista perguntará sobre dores ou sensações estranhas nos ouvidos ou nas costas? Ou mesmo sobre dores de cabeça e qualidade do sono? O importante é entender que existem casos de DTM que não se manifestam com dor propriamente na articulação, desta forma confundindo o diagnóstico.
Fonte: Dra. Kelly Cristiane Jacobs
Cirurgiã-Dentista CRO/RS
(54) 99940-3637
Instagram: @drakellyjacobs



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