O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma doença sistêmica com repercussão cerebral, por isso a dieta pode auxiliar pessoas com TEA na melhoria de problemas gastrintestinais (como diarreia e constipação), linguagem, aprendizado, atenção, contato visual, comportamento, dificuldade de dormir, entre outros.
Geralmente os autistas são muito seletivos e resistentes ao novo, fazendo bloqueio a novas experiências alimentares. Por isso, deve-se ter o cuidado de não deixá-los ingerir alimentos que não tragam benefícios ao seu organismo. O comportamento repetitivo e o interesse restrito podem ter papel importante na seletividade dietética, por isso o sucesso da alimentação depende de muita paciência, afeto e suporte por parte da mãe/pai, dos familiares e, se for o caso, da escola. A apresentação dos alimentos deve ser de forma divertida e cuidadosa, nesse caso frutas e legumes podem ajudar muito! Vale lembrar que, no espectro autista, a rejeição pode ser por controles diferentes como cor ou cheiro, por exemplo.
A agitação também é uma característica do espectro autista e isso pode também acontecer na hora da refeição, o que pode acabar prejudicando a alimentação correta. O importante neste momento, é ter muita calma. Deixar o ambiente agradável, evitar distrações como televisão ou música altas (som, apenas ambiente e em volume baixo), procurar conversar sobre os assuntos do dia, novidades da escola, planos para o final semana. É importante também que se tenha uma familiaridade com um dos alimentos propostos, para se sentirem atraídos por ele, e chama-los para participar do preparo da refeição pode ajudar nisso. O simples fato de pegar o ingrediente e sentir seu cheiro já faz parte de uma aproximação significativa, mesmo que naquele momento ele não queira consumi-lo.
A saúde do intestino influencia diretamente o cérebro e os sintomas físicos desta patologia. As alterações gastrintestinais se dão por uma hiperpermeabilidade intestinal, que desencadeia reações alérgicas e/ou inflamatórias, trazendo uma exacerbação de algumas características neurológicas do TEA como a ecolalia e a estereotipia. Somado a isso, também temos uma absorção de nutrientes limitada.
Por isso, as pessoas que se encontram no TEA devem fazer uma avaliação e acompanhamento nutricional, a fim de conseguir ter uma alimentação equilibrada, de acordo com as características que desenvolvem.
No geral, o autista deve ter uma alimentação rica em frutas e vegetais, alimentos integrais e se possível orgânica. Manter os níveis de hidratação diária recomendada e evitar os alimentos com alto poder inflamatório, que nesse caso são: produtos industrializados; açúcar; farinhas que contenham glúten (trigo/centeio/cevada/aveia); produtos que contenham lactose (leite de derivados); produtos que contenham GLUTAMATO MONOSSODICO em sua composição.
Fonte:
Elen Pereira
Nutricionista – CRN2 6967
(54) 3046-0186 / (54) 98401-7061

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