O mundo parou para dar combate à covid 19 e com isso acompanhamos estarrecidos as notícias e os acontecimentos. Não tivemos aviso prévio, nem mesmo tempo de organizar melhor o que fazer com esse novo tempo imposto pela necessidade de afastamento social.
Nossas metas, sonhos, projetos tiveram que ficar em segundo plano bem como muitos trabalhos, organizações familiares e rotinas tiveram que se adaptar a este novo normal, que se mostra agora na vida de cada um de nós. Deparamo-nos com as nossas fragilidades e, com isso, percebemos que não temos como controlar o tempo e os acontecimentos.
Em decorrência desse fato, temos de lidar com o desconhecido e, assim, encontramos e tememos o inesperado, simplesmente por ser um novo e diferente tempo!
Hoje, vivemos imersos no desconhecido, em que cada dia é um novo tempo de encontro com nossas novas possibilidades, em que inevitavelmente temos de nos ver como nós mesmos, com os nossos medos, vulnerabilidades, nossas angustias e, principalmente, com a proximidade da finitude humana.
Diante desse cenário dramático e assustador temos de avaliar as formas de reação e enfrentamento. Alguns podem deixar o pânico tomar conta e se sentir paralisados diante dessa cena de terror, se sentir deprimidos, irritados, desorientados. Outros podem buscar a transformação com lições de aprendizagem, com novas experiências enriquecedoras, ressignificando os novos valores e nos permitindo ser sujeitos que encontrem meios de fazer desse momento único novos lastros que sustentem a vida, que ampliem a percepção de como vivemos, das nossas escolhas como pessoas, como sociedade e mundo.
A vida encontra-se em parênteses, pois novas transformações surgem a todo instante. Um novo mundo está sendo gestado e assim como ele, nós precisaremos (re)descobrir novas maneiras de viver, de ressignificar a vida, de encontrar formas de restaurar a nós mesmos.
Acreditamos que nada será como antes.
Existirá um antes e um depois da covid19 e que esse depois possa ser transformado para melhor.
E por fim, como bem dizia Freud: “Em última análise, precisamos amar para não adoecer”.
Fonte: Adriane R. Figueiredo – Psicóloga – CRP 07/21696
Especialista em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica
(54) 99903-0263



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