Ser mãe hoje é uma aventura cheia de altos e baixos. A gente vive naquele corre-corre, colocando mil chapéus: trabalhadora, parceira, dona de casa, amiga e, claro, mãe. Muitas vezes, parece que a cobrança vem de todos os lados — e, para piorar, a tal culpa materna é uma velha conhecida. É aquele sentimento de nunca estar fazendo o suficiente, de achar que sempre tem algo faltando. Só que, na real, ninguém dá conta de tudo.
A verdade é que a maternidade chega cheia de dúvidas, medos e também uma solidão que quase ninguém comenta. Tem mãe que se sente meio isolada, ainda mais no começo, mas descobrir uma rede de apoio — nem que seja um grupo no WhatsApp ou uma amiga disposta a ouvir — faz toda a diferença. Falar, ouvir, dividir os perrengues (e as alegrias!) é essencial pra não se perder de si mesma.
E olha, cuidar de si não é egoísmo, é necessidade. Vale uma respirada funda, uns minutinhos de silêncio, escrever num caderninho o que se sente, pedir ajuda, buscar terapia, rezar, meditar — o que fizer sentido. Porque pra cuidar bem dos filhos, a gente precisa aprender a se cuidar também.
No meio de tanto desafio, a maternidade também traz um amor sem igual. A gente se vê transformada naquele sorriso do filho, no abraço apertado, numa conversa simples no fim do dia. Ser mãe faz revisitar toda nossa história, repensar antigas dores e valorizar pequenas vitórias. Tem dias bagunçados, claro, mas também muitos momentos de pura gratidão.
Se inspirar em exemplos como Maria — símbolo de força e acolhimento — pode ajudar. Mas cada mãe tem sua própria forma de ser, com um jeito único de amar, ensinar e acolher, mesmo cansada. No final, o que importa mesmo é estar presente de verdade, com tudo o que somos: imperfeitas, humanas, tentando dar o nosso melhor.
Vale lembrar: pedir ajuda não é fraqueza, é maturidade. E não precisa carregar tudo sozinha. Criar pequenos momentos de cuidado, conversar com outras mães, inventar um ritual de carinho com os filhos, agradecer pelas pequenas conquistas — tudo isso vai deixando a jornada mais leve e gostosa.
Ser mãe é viver um misto de força e ternura, acertos e tropeços. E tudo bem. O mais importante é não se perder de si mesma enquanto cuida do outro. No fim das contas, toda mãe merece um abraço — principalmente o seu próprio. Você não está sozinha, nunca. Maternidade é amor, aprendizado e, principalmente, presença.
Fonte: Betina Viana
Terapeuta Sistêmica
Especialista em Eneagrama
CRTH-BR nº 15630
(54) 99976-8714
Instagram: @betina.terapeuta.eneagrama


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