Ninguém está livre de passar por uma situação inusitada e difícil, não é mesmo? E, muitas vezes, a rápida recuperação dessa situação pode estar apenas a uma reserva de distância. Sem essa reserva, entrar em situações ainda mais difíceis é muito comum, pois, em um momento de desespero, acabamos pensando menos racionalmente, agindo por impulso, e, por vezes, os empréstimos rápidos e com dinheiro na hora parecem ser a melhor solução. Porém, esses são os juros mais caros e com as taxas de financiamentos mais altas, que no fim, além de não ajudar, irão piorar ainda mais a situação.
Principalmente para quem pretende se arriscar em algum tipo de investimento, seja empreender em um novo negócio ou mesmo investir no mercado de opções por exemplo, mesmo que o planejamento tenha sido muito bem feito, ter uma reserva de emergência é uma forma de manter a segurança até que os negócios comecem a andar e o lucro comece a surgir.
Quanto devo juntar em uma reserva de emergência?
Para saber qual é o valor que você deve ter para a reserva de emergência, leve em consideração o seu padrão de vida e principalmente como você organiza seu dinheiro. Portanto, não importa se você vai juntar aos poucos ou se vai separar uma grande quantia por mês, o que importa mesmo é que você comece e faça disso uma das suas prioridades.
De forma geral, sugere-se que você tenha guardado o valor equivalente a três meses de seus gastos fixos e semifixos, ou seja, os gastos essenciais. Portanto, se você gasta em torno de mil reais por mês com as despesas essenciais, você deve ter ao menos 3 mil reais guardados. Obviamente que isso vai depender da sazonalidade do seu trabalho, por exemplo, se você for prestador de serviço e tiver mais serviços no verão, deverá pensar em uma reserva de emergência que cubra os gastos durante o inverno. Leve em consideração também o tamanho da sua família e a organização financeira da casa como um todo.
Para não depender de financiamentos, empréstimos ou quaisquer outras soluções desesperadoras, é preciso se planejar para manter a reserva de emergência estável e segura. Comece organizando suas contas, pois sem o controle você poderá estar gastando mais do que ganha e aí sim, guardar dinheiro ficará difícil. Então, tenha o orçamento em dia. Conheça a sua atual situação financeira. Saiba o valor que você ganha, e exatamente o quando você gasta, todos os meses. Só assim você conseguirá manter o plano coerente, além disso, mantenha um teto de gastos, para que fique mais fácil manter o foco nas prioridades.
Caso você tenha dividas, antes de começar a juntar dinheiro, pense em quitá-las e organize esses pagamentos o quanto antes. Caso contrário, essa sua conta atrasada irá levar toda a sua reserva de emergência. Comece sempre pagando as contas que tem juros maiores e as que são essenciais para você, afinal, dívidas geram dívidas.
Outro ponto importante, é saber diferenciar o que é desejo de urgência.
Você precisa saber discernir o que é uma emergência de verdade e o que é um simples capricho desesperado e momentâneo trajado de necessidade! Caso contrário, tudo pode virar uma emergência e você pode ficar vulnerável aos riscos do dia a dia, gastando mais do que o planejado. Portanto, a melhor maneira de decidir se é aceitável usar esse dinheiro é lembrar do objetivo pelo qual ele está sendo guardado: trata-se de uma reserva de emergência, portanto, deve ser usado apenas para tal ocasião.
Esse valor só pode ser usado para outros fins, caso o custo de oportunidade da compra de outro item seja muito menor do que manter o dinheiro guardado. Mas lembre-se, caso você use o valor da reserva, ele deve ser reposto o mais brevemente possível! E se precisar de auxilio para organizar as finanças, lembre-se que apenas um profissional pode lhe ajudar com isso e que eu estou à disposição.
Fonte:
Priscila Battistella
Economista e consultora financeira
(54) 98415-1550



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