Bem-estar

PROBLEMAS BUCAIS E COMPROMETIMENTO SISTÊMICO

4 de julho de 2023

A Desordem Temporomandibular, que acontece na articulação da boca, atinge milhares de pessoas de todas as idades, sexo e raça, porém, é mais comum em mulheres adultas.

Ela pode surgir devagar, no decorrer dos anos, fazendo um somatório de sinais e sintomas que podem ser mais sutis ou mais agressivos. A DTM, assim também chamada, possui sintomas muito característicos que acontecem isoladamente ou em conjunto, caracterizando uma síndrome de difícil diagnóstico, pois se confunde com outras doenças.

O mau funcionamento desta articulação pode acarretar dores no local (à frente do ouvido), dores em diversos locais da cabeça, dores de ouvido, assim como sensação de ouvido tapado, zumbido e surdez (temporária ou não). Dependendo da posição em que a mandíbula se coloca, também provoca alterações respiratórias podendo colaborar com o aumento da APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO, tornando o sono conturbado.

Quando a DTM é classificada como muscular ou mista tem-se o comprometimento funcional de músculos específicos que referem-se a dor atrás dos olhos, no céu da boca, em alguns grupos específicos de dentes e na própria face.

Naturalmente uma pessoa com dor ficará mais contraída podendo com o decorrer do tempo mudar sua postura. Naturalmente a respiração também ficará alterada naquele que tem mudanças posturais e vice-versa. O universo das dores orofaciais é assim: um círculo onde um problema vai se ligando a outro até que o paciente entre num colapso corporal. Nesta altura já se passaram anos e o diagnóstico tende a ser difícil, complicado porque se confunde com outras doenças, especialmente a FIBROMIALGIA.

A FIBROMIALGIA apresenta dores semelhantes em intensidade e frequência às da DTM. Os locais onde essas dores se apresentam também são idênticos: pescoço, costas, ombros, coluna, bacia, cotovelos entre outros. Por isso torna-se tão importante um diagnóstico diferencial para indicar o melhor tratamento.

Não poucas vezes torna-se necessária a exclusão por tentativa, já que na Fibromialgia não temos exames de imagem ou laboratoriais específicos para o seu diagnóstico. Até o momento, o diagnóstico é predominantemente clínico baseado nos sintomas e em um exame físico que identifica cerca de 18 pontos de dor.

Fonte:
Kelly Cristine Jacobs
Prótese e Implante – CRO/RS 11.616
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Instagram: @drakellyjacobs