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Quais os impactos do cigarro eletrônico para a saúde?

30 de abril de 2026

Você já deve ter visto alguém usando os famosos cigarros eletrônicos — os “vapes” ou “pods”. Eles viraram febre, especialmente entre os jovens, com seus sabores adocicados, formatos modernos e uma aparência “inofensiva”.
Mas será que eles são mesmo tão seguros quanto parecem?
Por trás da fumaça doce, existe uma realidade preocupante que afeta a saúde de quem usa… e de quem está por perto.


O que é o cigarro eletrônico?
O vape é um dispositivo alimentado por bateria que aquece um líquido e o transforma em vapor para ser inalado. Parece simples, mas o que está dentro dele é motivo de atenção:
– Nicotina (a mesma substância viciante do cigarro comum);
– Essências flavorizantes (que dão aroma e sabor);
– Substâncias tóxicas, como formaldeído e ácido benzoico;
– Água, que serve de base para a mistura.

E tem mais: a concentração de nicotina nesses dispositivos pode ser muito maior do que se imagina. Um estudo da USP com a Vigilância Sanitária de São Paulo revelou que a nicotina no sangue de quem usa Vape pode ser até seis vezes maior do que a de quem fuma um maço de cigarros por dia.

Como o cigarro eletrônico afeta o corpo?
Muita gente acredita que o vapor do cigarro eletrônico faz menos mal do que a fumaça do cigarro tradicional. Mas não é bem assim. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), qualquer forma de consumo de nicotina é prejudicial. Não importa se é vapor ou fumaça: os danos existem.
Entre os principais riscos do cigarro eletrônico estão:
– Tosse e dor no peito;
– Falta de ar e lesões nos pulmões;
– DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica);
– Aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial;
– Inflamações no estômago, intestino e vasos sanguíneos;
– Maior risco de AVC e doenças cardíacas.
Além disso, o uso contínuo pode levar à dependência e abrir caminho para o uso do cigarro convencional ou outras substâncias nocivas.

E quem está por perto? Quais são os riscos para os fumantes passivos:
Engana-se quem pensa que os efeitos se limitam a quem fuma.
O vapor liberado pelo cigarro eletrônico — chamado de aerossol — também contém substâncias tóxicas. Ou seja: quem está ao redor também é exposto, mesmo sem fumar diretamente. Isso é especialmente preocupante em ambientes fechados e quando há gestantes, crianças ou pessoas com doenças respiratórias por perto.
O melhor é evitar
Se você chegou até aqui, já entendeu: o cigarro eletrônico está longe de ser inofensivo.
– Não ajuda a parar de fumar;
– Contém nicotina e outras toxinas;
– Prejudica a saúde de quem usa e de quem convive;
– Cria dependência e facilita o acesso ao cigarro comum.

Fonte: www.gov.br