Estilo de Vida

Relacionamentos “fast food”

15 de setembro de 2020

Eu estou cansada de assistir os trágicos finais de relacionamentos fast food. Onde foi parar a responsabilidade no amar? Será que ficou perdida em alguma esquina, ou, apenas esquecida no bolso de alguma camisa?

Não sei a resposta, todavia essa geração precisa urgente se conscientizar. A traição já faz hit popular, algo tão cruel assim não poderia nos embalar.

Pensei que o fast food era apenas mais uma maneira de facilitar a vida de quem vive correndo, porém agora também é a solução para quem quer apenas matar uma carência sem se envolver profundamente.

Estão migrando para a vida sentimental o que era para ficar no prato.

Os relacionamentos do século XXI são semelhantes às comidas fast food: criados rapidamente, não alimentam e precisam de muitos para saciar a fome da alma.

Comidas fast food são rápidas no preparo, mas longas no estrago. Assim estão os relacionamentos, os danos levam bem mais tempo para ser reparados. E quando o são.

Conheço pessoas no quarto relacionamento sem ter superado o primeiro. Pularam processos, sufocaram a dor. Engoliram as lágrimas.

Feridas permanecem abertas, não tiveram tempo para cicatrizar. A identidade restou totalmente desfigurada, não sabem mais quem são.

Não desacreditei do amor, nem espero que o façam. Desacreditei dessa forma de amar.

Relacionamentos fast food são fáceis de conseguir, estampam o Instagram, mas não valem a pena, nunca valerão.

Espere, mesmo que seja taxado de difícil ou aquele que escolhe muito. Mas não, não invista em algo pré-determinado a falir.

Você é mais do que isso, não necessita de alguém para ser feliz, o outro será sempre um complemento, lembre-se sempre disso.

Fonte:
Maitê Keitel
Acadêmica de direito
UPF
(54) 99641-8117