Beleza

SE TOCA, MULHER

O movimento que está devolvendo o trono às mulheres exaustas

ENTREVISTADA: Lizi Freitag – Terapeuta Comportamental e Mentora do Movimento Se Toca, Mulher.
Lizi Freitag iniciou um movimento que vai além do bem-estar comum. É uma convocação para a mulher que, entre a carreira e a família, esqueceu de si mesma. Nesta entrevista exclusiva, ela revela por que o “não tenho tempo” é o maior inimigo da sua vitalidade e como retomar o comando da própria vida.

Lizi, o movimento “Se Toca, Mulher” nasceu de uma dor latente. O que te fez dar esse grito de liberdade?
Lizi: Eu via mulheres incríveis, bem-sucedidas e potentes, chegando ao limite com o olhar cinza. Elas têm sucesso, mas não sentem vitalidade. O movimento nasceu para dizer: “Pare de apenas dar conta e comece a se pertencer”. É um resgate da mulher que ficou enterrada sob a pilha de obrigações diárias.

Maio é o Mês das Mães. Por que a maternidade, muitas vezes, vira sinônimo de exaustão absoluta?
Lizi: Porque a sociedade romantiza o sacrifício. A mãe “perfeita” é vista como aquela que se anula. Mas uma mãe exausta apenas sobrevive. O “Se Toca, Mulher” ensina que a sua pausa e o seu prazer não são egoísmo, são a base da sua saúde e do equilíbrio da sua casa.

Muitas mulheres com carreiras sólidas e renda independente dizem que “não têm tempo para si”. Como você vê isso?
Lizi:
O tempo é uma questão de hierarquia. Se você tem tempo para as demandas externas, mas não tem 15 minutos para habitar o seu próprio corpo, você não é dona da sua vida, você é uma operadora de tarefas. Meu papel é ajudar essa mulher a retomar o comando do seu tempo.

O seu trabalho envolve a Leitura de Campo. Como isso ajuda uma mulher que está no limite do esgotamento?
Lizi:
A Leitura de Campo permite enxergar o que o corpo não diz. Às vezes, a exaustão não é física, é um bloqueio energético de culpas herdadas ou falta de limites claros. Quando lemos o campo, identificamos onde a energia estagnou e abrimos caminho para a vida fluir novamente.

Qual o papel do Tantra e da expansão da consciência nesse processo de retomada?
Lizi:
O Tantra é a tecnologia da presença. Não é sobre o outro, é sobre você . É aprender a respirar, a sentir a pele, a reconhecer o prazer de estar viva. Uma mulher que expande sua consciência desperta seu magnetismo natural. Ela deixa de ser “seca” emocionalmente e volta a vibrar na sua melhor frequência.

Muitas mulheres sentem que a chama da relação esfriou e carregam um peso de culpa por isso. Como essa desconexão com o próprio corpo interfere na vida a dois?
Lizi:
Quando a mulher se desconecta de si, o toque vira cobrança e a intimidade vira mais uma
tarefa na lista de obrigações. Ela se culpa por não sentir desejo, e o parceiro se afasta. Quando ela volta a habitar o seu corpo e sentir prazer na própria pele, a relação deixa de ser um peso e volta a ser um encontro de magnetismo real.

O que diria à mulher que está lendo esta matéria agora — seja no intervalo de um dia caótico, no silêncio do carro antes de entrar em casa ou enquanto tenta gerir mil coisas ao mesmo tempo — e se sente profundamente sobrecarregada?
Lizi:
Eu diria: “Se toca, mulher!”. Pare um pouco agora. Sinta a sua respiração. O mundo não vai desabar se você se priorizar por alguns minutos. A sua exaustão não é um troféu de honra, é um sinal de que a sua alma está pedindo para você voltar para casa. Você merece sentir o prazer de ser quem você é .

Como as interessadas podem iniciar essa jornada de transformação com você?
Lizi:
Através da mentoria “Se Toca, Mulher”. É um protocolo de despertar onde usamos a leitura de campo e práticas de presença para devolver a essa mulher o seu magnetismo e o seu trono. O convite é simples: recupere a sua conexão vital e governe a sua vida com prazer.