O transplante de medula óssea pode beneficiar o tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios e faixas etárias, possuindo indicações específicas para sua realização em doenças como anemia aplástica grave, anemias adquiridas ou congênitas e leucemias. Também pode ser indicado como parte do tratamento do mieloma múltiplo, linfomas e doenças autoimunes.
Mas, infelizmente o doador ideal (irmão 100% compatível) só está disponível em cerca de 25% das famílias brasileiras. Assim, para a maioria dos pacientes é necessário identificar um doador alternativo a partir dos registros de doadores voluntários, bancos públicos de sangue de cordão umbilical ou familiares parcialmente compatíveis.
No Brasil o Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) é quem reúne informações de pessoas dispostas a doar medula óssea para quem precisa de transplante. Com mais de 4.000 milhões de doadores cadastrados, é o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo. Anualmente são incluídos mais de 300 mil novos doadores nesse cadastro.
O que é necessário para se tornar um doador?
– Ter entre 18 e 55 anos de idade.
– Estar em bom estado geral de saúde.
– Não ter doença infecciosa ou incapacitante.
– Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico.
Neste caso, é realizado um cadastro e coletado uma pequena amostra de sangue do braço. Esta amostra será analisada em um banco de dados e você será chamado caso encontre alguém compatível, para dar andamento a outros exames.
Estes procedimentos podem ser realizados nos hemocentros disponíveis em todo país. Procure o da sua cidade.
Quem tem indicação de doação?
O transplante de medula óssea é indicado, principalmente, para o tratamento de doenças que comprometem o funcionamento da medula óssea, como doenças hematológicas, onco-hematológicas, imunodeficiências, doenças genéticas hereditárias, alguns tumores sólidos e doenças autoimunes.
Quais são os tipos de transplantes?
Existe diferença entre transplante autólogo e alogênico de medula óssea.
– No transplante autólogo de medula, o doador é o próprio paciente, não necessitando busca por doadores compatíveis na família ou fora dela. É o tipo de transplante mais usado no tratamento dos linfomas ou mieloma múltiplo.
– Já no transplante alogênico de medula, o doador é outra pessoa, sendo a busca realizada na família ou em bancos de medula óssea. Esse tipo de transplante é normalmente o recomendado para o tratamento das leucemias agudas ou outras doenças graves da medula óssea.
Como é feito a doação de medula?
O doador passará, primeiramente, por exames clínicos e laboratoriais, a fim de garantir a segurança do doador e receptor, evitando transmissão de doenças. Essa avaliação considera idade, sexo, doenças crônicas, avaliação das funções hepáticas e renal, tipagem ABO e HLA, sorologia, vacinações recentes, teste de gravidez, radiografia de tórax, eletrocardiograma e avaliação psiquiátrica.
O médico irá informar a melhor forma de coleta de células, isso dependerá da doença e da fase em que se encontra, assim o benefício para o paciente será maior. O transplante só será realizado quando o paciente estiver pronto para recebê-lo.
O doador, por possuir uma medula saudável e se encontrar em bom estado de saúde, reconstituirá o que doou rapidamente, voltando às atividades normais. Em casos especiais e raros, se necessário, o doador pode ser compatível e doar novamente a medula para outra pessoa.
Há riscos para o doador?
Os riscos para quem doa medula são poucos e relacionados a um procedimento que necessita de anestesiam quando a coleta é feita diretamente da medula óssea do doador.
O relato médico de problemas graves ocorridos a doadores durante e após a doação é raro e limitado às intercorrências controláveis. Por esse motivo, o estado físico do doador é checado anteriormente, só se habilitando ao procedimento de doação os que têm boas condições de saúde. Em alguns casos é relatada pequena dor no local da punção, dor de cabeça e cansaço. Por volta de 15 dias, a sua medula óssea estará inteiramente recuperada.
Fonte: Hematoclin
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