Em uma infância não tão distante assim, as brincadeiras mais comum eram pega-pega, pique esconde, amarelinha, pular corda, jogar bola, empinar pipa, entre outras. Hoje, crianças e adolescentes também buscam diversão, desde que ela esteja em aparelhos eletrônicos, como smartphones, tablets e computadores, que lhes tomam horas e horas de interação.
De acordo com a AAP (Academia Americana de Pediatras), essa quantidade deve ser de uma hora diária para meninos e meninas que tenham entre dois e cinco anos. Para crianças que têm entre seis e 12 anos, é indicado o uso de, no máximo, duas horas por dia.
Quando os pais desrespeitam essa orientação e tem dificuldades de estabelecer limites quanto ao uso de recursos tecnológicos, excessos podem causar graves consequências no desenvolvimento infantil. É comprovado que este excesso afeta a saúde mental, física e emocional, além de desencadear outros problemas como a ansiedade, dores de cabeça, alteração de humor, depressão, dificuldade de socialização, déficit de atenção e capacidade de concentração.
As crianças que ficam muito tempo expostas à tecnologia podem inclusive desenvolverem transtorno de dependência de tela, que a longo prazo, pode causar danos cerebrais. Estudos afirmam que tal transtorno é responsável pelo encolhimento do cérebro das crianças, que perdem tecido no lobo frontal, estriado e ínsula, e podem apresentar os mesmos sintomas de abstinência. Sintomas do vício podem ser observados quando se retira o aparelho e as crianças reagem com birras, choros e agressividade. Quanto mais precoce a tecnologia é disponibilizada, maior o risco de comprometimento.
Nenhuma tecnologia vai substituir o mundo real e é neste mundo que as crianças necessitam brincar. É por meio da brincadeira que a criança se desenvolve como um todo. Experimentando e interagindo com o mundo e com o outro. É nesta interação que ela desenvolve relacionamentos, adquire novos aprendizados. Desenvolve a criatividade, a empatia, aprende a dividir, estimula a curiosidade e estratégias para solução de problemas.
É claro que nenhuma criança no mundo atual será impedida do contato tecnológico, contudo o ideal é sempre aproveitar o tempo livre para passear, praticar atividades físicas, brincadeiras que favoreçam o contato social e afetivo.
Aos pais fica o desafio de organizarem tempo de qualidade com os seus filhos, estando presente e participando de maneira ativa na vida deles, pois, muitas crianças intensificam o uso com as tecnologias por carência. Outra coisa, importante: até os dez anos da infância não se recomenda a presença e a utilização de mídias (televisão, computadores e smartphones) nos quartos, mas em áreas comuns, de fácil acesso dos pais.
Fonte:
Angela de Souza Garbin
Psicóloga CRP 07/20522
(54) 99191-6694
Instagram: psicologiaangela

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