A sexualidade é parte fundamental da saúde e do bem-estar humano, influenciando diretamente a autoestima, os relacionamentos e a qualidade de vida. No entanto, muitas pessoas enfrentam dificuldades relacionadas à função sexual ao longo da vida, conhecidas como disfunções sexuais. Nesse contexto, a Fisioterapia Pélvica tem ganhado destaque como uma abordagem eficaz, segura e baseada em evidências científicas para o tratamento dessas condições.
As disfunções sexuais podem afetar mulheres e homens em diferentes fases da vida e possuem causas multifatoriais, envolvendo aspectos físicos, emocionais, hormonais e comportamentais. Entre as mais comuns estão a dor durante a relação sexual (dispareunia), o vaginismo, a diminuição do desejo sexual, dificuldades de excitação, disfunção erétil, ejaculação precoce ou retardada, além da anorgasmia. Muitas dessas alterações estão relacionadas ao mau funcionamento dos músculos do assoalho pélvico, estrutura fundamental para a função sexual, urinária e intestinal. O assoalho pélvico é formado por um conjunto de músculos e tecidos que sustentam os órgãos pélvicos e participam ativamente da resposta sexual. Quando esses músculos apresentam fraqueza, tensão excessiva, falta de coordenação ou dor, podem surgir limitações importantes na vivência da sexualidade. É nesse ponto que a fisioterapia pélvica atua, avaliando e tratando de forma individualizada cada paciente.
O tratamento fisioterapêutico pélvico começa com uma avaliação detalhada, que inclui a escuta da queixa, análise do histórico clínico e a avaliação funcional dos músculos do assoalho pélvico. A partir disso, o fisioterapeuta elabora um plano terapêutico específico, respeitando as necessidades, limites e objetivos de cada pessoa. Entre os recursos utilizados estão exercícios de fortalecimento ou relaxamento muscular, técnicas de consciência corporal, biofeedback, eletroestimulação, terapia manual e orientações sobre hábitos de vida e sexualidade.
No caso das mulheres, a Fisioterapia Pélvica é amplamente indicada para o tratamento de dores durante a relação sexual, vaginismo e dificuldades relacionadas ao orgasmo. O trabalho muscular adequado melhora a circulação sanguínea local, a sensibilidade e o controle muscular, contribuindo para uma resposta sexual mais satisfatória e menos dolorosa. Além disso, o acompanhamento profissional ajuda a reduzir medos, inseguranças e crenças negativas associadas à sexualidade.
Para os homens, a Fisioterapia Pélvica também apresenta benefícios importantes, especialmente em casos de disfunção erétil, ejaculação precoce e dor pélvica crônica. O fortalecimento e a coordenação dos músculos do assoalho pélvico podem melhorar a rigidez peniana, o controle ejaculatório e a percepção corporal, promovendo maior confiança e desempenho sexual.
É importante ressaltar que a fisioterapia pélvica não atua de forma isolada. Muitas vezes, o tratamento é realizado de maneira integrada com outros profissionais da saúde, como médicos, psicólogos e terapeutas sexuais, garantindo uma abordagem completa e humanizada. O diálogo aberto e o acolhimento são pilares fundamentais desse processo, ajudando a quebrar tabus e incentivar a busca por ajuda especializada. Apesar dos avanços, ainda existe desinformação e preconceito em relação à Fisioterapia Pélvica e às disfunções sexuais. Falar sobre o tema é essencial para conscientizar a população de que essas condições são comuns, tratáveis e não devem ser encaradas com vergonha. Buscar ajuda profissional é um passo importante para o autocuidado e para a promoção da saúde integral.
A Fisioterapia Pélvica se apresenta como uma ferramenta valiosa no tratamento das disfunções sexuais, oferecendo benefícios físicos e emocionais. Ao promover o equilíbrio do assoalho pélvico e a reconexão com o próprio corpo, essa especialidade contribui para uma vivência sexual mais saudável, prazerosa e satisfatória, refletindo positivamente na qualidade de vida de homens e mulheres.
Fonte: Andrêsa Raquel Carlos
Fisioterapia Pélvica
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