Residencial Cristo Rei
Saúde

Fisioterapia pélvica na incontinência urinária

23 de Janeiro de 2018
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Segundo a Sociedade Internacional de Continência, a incontinência urinária é qualquer perda involuntária de urina pela uretra. No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas apresentam essa disfunção, sendo mais prevalente no sexo feminino e em mulheres mais idosas. Porém, pode acometer qualquer pessoa, independente do sexo e idade. Essas pessoas normalmente evitam fazer atividades que possam causar constrangimento devido à perda de urina, dificultando o convívio social, gerando consequências na qualidade de vida.

A classificação da incontinência depende dos sintomas apresentados. Os tipos mais comuns são:

— Incontinência urinária de esforço. É quando a pessoa não apresenta a musculatura forte o suficiente para reter a urina em um esforço, como tossir, erguer peso, espirrar ou levantar-se da cadeira.

— Incontinência urinária de urgência. A pessoa sente forte desejo de urinar e não chega a tempo de ir ao banheiro sem perder urina. A bexiga hiperativa, caracterizada por contrações involuntárias do órgão, é a principal causa desse tipo de disfunção.

— Incontinência urinária mista, quando associada a perda aos esforços e à urgência.

As causas incluem diminuição de hormônios, constipação intestinal, disfunções neuromusculares, distúrbios neuropáticos, retirada da próstata, obesidade, gravidez, tipo de parto, tosse crônica e predisposição genética, que podem estar associadas à flacidez dos músculos perineais, entre outros motivos. O tratamento pode ser cirúrgico ou conservador (medicamentoso ou fisioterapia).

Dependendo da severidade e do tipo da incontinência urinária, o tratamento fisioterapêutico tem sido indicado como forma inicial de tratamento, podendo ser exclusivo, ou em combinação à cirurgia, na forma de terapia coadjuvante e pré-operatória. Também pode ser associado ao tratamento medicamentoso. O objetivo da fisioterapia é melhorar a percepção e coordenação da musculatura do assoalho pélvico, fortalecer os músculos necessários para a continência, inibir as contrações involuntárias do detrusor da bexiga, proporcionar o retorno às atividades físicas, melhorar a qualidade de vida.

As principais técnicas fisioterapêuticas no tratamento da incontinência urinária são: a terapia comportamental, com pequenas mudanças em alguns hábitos no dia a dia, por exemplo, condicionar o horário miccional, realizar a postura correta para urinar ou controlar a ingesta hídrica, a cinesioterapia da musculatura do assoalho pélvico, conhecida também como exercícios de Kegel, que proporciona a melhora da força, do tônus e da função da musculatura, fornecendo uma contração consciente e efetiva de períneo antes de um aumento da pressão abdominal, proporcionando a continência, os cones vaginais, com diferentes pesos, trabalham a musculatura com uma resistência, aumentando a força muscular, o biofeedback, os eletrodos conectam o paciente ao computador, tornando possível preparar protocolos de tratamento específicos para cada paciente, os estímulos sonoros e visuais ensinam ao paciente a contrair e relaxar a musculatura, proporcionando melhora na coordenação e consciência perineal, a eletroestimulação, dependendo da corrente utilizada, inibe o músculo detrusor, nos casos que apresentam a bexiga hiperativa, diminuindo o número de micções e aumentando a capacidade vesical —pode auxiliar no aumento de força muscular, principalmente naqueles pacientes que não conseguem ou não sabem contrair o períneo, ou por ele ser muito fraco.

Os exercícios perineais não devem ser feitos apenas quando existe uma disfunção. Todas as mulheres, independentemente da idade, devem realizar os exercícios como prevenção de futuros transtornos, sob a supervisão e orientação de um profissional qualificado.

 Fonte:  Caroline Artusi — Fisioterapeuta pélvica – Crefito 5 166.821-F – Telefone: (54) 3045-3693 – Celular: (54) 98123-0464


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