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Bem-estar

O cemitério

10 de novembro de 2017
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O dia 2 de novembro, conhecido como Dia de Finados, serve para prestarmos manifestações de amor e respeito aos entes queridos, segundo a tradição. Atualmente, a cremação começa a tirar o foco de ter um lugar determinado para os restos mortais, permitindo que familiares realizem o desejo do ente querido de ser levado, depois de mortos, a lugares simbólicos, para espalhar ali suas cinzas, geralmente em sinal de liberdade. É muito importante que os familiares saibam qual o desejo do falecido: o sepultamento ou a cremação.

Os que utilizam o cemitério talvez desejem frequentá-lo. Longe de ser algo contraindicado, pois constitui um modo de veicular e de concretizar externamente aquilo que se vive internamente. Assim como ver o cadáver auxilia a família, especialmente quando a morte aconteceu subitamente, ir também ao cemitério, ajuda a fazer as pazes com a pessoa falecida.

Para muitos visitar o túmulo, constitui um sinal de carinho em relação ao falecido é uma forma de materializar a perda. As flores simbolizam esse afeto, essa necessidade de dar algo de bom, de dar forma ao desejo de beleza, daquilo que já não existe. Precisamos levar em consideração que o “melhor” presente que podemos dar a um ente querido, se assim se pode dizer, é seguir em paz e continuar vivendo.

O cemitério é um lugar que nos permite chorar com liberdade, desafogar abertamente todos os sentimentos, aceitar a realidade para que se vá produzindo o desapego da presença física e a aceitação da novidade, ou seja, a presença no coração. Esse comportamento ajuda a elaborar sadiamente o sofrimento e a angústia da separação. Porém, se a pessoa conservar o costume exagerado de ir seguidamente, durante muito tempo (anos, por exemplo), pode ser um indício de que o luto não está sendo elaborado, e nesse caso, a ajuda de um profissional psicólogo, é necessário.

A morte também nos ajuda a tomar consciência de que estamos de passagem e a vida continuará sem nós. Isso assusta muitas pessoas a ponto de evitarem velórios, enterros e cemitérios.

Deixo aqui uma reflexão: “A vida não pode ser adiada; tem que ser vivida agora, e não suspensa até o fim de semana, até as férias, até os filhos terminarem a faculdade ou saírem de casa, até os anos reduzidos da aposentadoria. É necessário aprender a viver, pois corremos o risco de não ter mais tempo”.

 

Fonte: Zulmira Regina Puerari Pan – Psicóloga clínica – CRP 07/21386 – Telefone: (54) 3045-3223


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