Residencial Terapêutico
Bem-estar

Ronco na infância

23 de Janeiro de 2018
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Ronco é o som percebido pelos pais que reflete a dificuldade do ar em passar pelas vias aéreas superiores (nariz e garganta). O ronco por si só não gera problemas à saúde da criança. No entanto, grande parte das crianças que roncam sofrem de apnéia do sono, que são paradas respiratórias que duram pelo menos 10 segundos, seguidas de um suspiro ou sensação de afogamento e agitação da criança. Por isso crianças que roncam e tem o sono agitado devem ser avaliadas pela suspeita de apneia.

Nos recém-nascidos, pode ocorrer que um dos canais nasais esteja parcialmente obstruído, o que é chamado de atresia coanal, e pode ficar sem diagnóstico até a idade adulta. Esse problema pode existir bilateralmente também, mas, nesse caso, raramente fica sem diagnóstico, já que o bebê quando nasce não sabe usar a respiração pela boca, então tanto o pediatra quanto os pais percebem imediatamente que algo está errado no nariz da criança. Também podem existir outras malformações ou a presença de tumores nasais.

Ainda na faixa etária de recém-nascido até os dois anos, existem os roncos com boca fechada, relacionados a uma fraqueza na cartilagem da laringe. Esse problema chamado laringomalácia pode assustar muito os pais, que chegam ao consultório dizendo que a criança ronca acordada e que esse ronco piora muito quando a criança chora. Em muitos desses casos, apenas um acompanhamento é necessário e, em outros, a intervenção cirúrgica pode ser necessária.

A partir de um ano, o ronco e a apneia estão geralmente relacionados ao aumento das amígdalas e adenoides, quadros de rinite e sinusites de repetição. O que muitos pais não sabem, é que a apneia do sono tem graves consequências para a qualidade de vida da criança e do seu desenvolvimento. No adulto é normal existir até cinco apneias por hora. Já, na criança, nem uma apneia por hora é considerada normal.

Crianças que tem apneia não crescem o quanto poderiam crescer, tem problemas de mau hálito, infecções de garganta recorrentes, rouquidão, piora de refluxo gastroesofágico, falta de concentração, baixo rendimento escolar, enurese noturna (xixi na cama), comportamento agitado e irritabilidade.

Além disso, crianças que respiram de boca aberta (respiradores orais) não desenvolvem adequadamente os ossos da face (mandíbula e maxila) e tem normalmente alterações da arcada dentária e dentes tortos. Pesquisas apontam inclusive, que a apneia pode estar relacionada ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e até à doenças cardíacas da infância.

Sempre que houver ruídos respiratórios, roncos e apneias na criança, os pais devem informar o pediatra e o otorrinolaringologista. A avaliação adequada pelo especialista determina o diagnóstico e o adequado tratamento.

Fonte: Stéfanie Müller – Otorrinolaringologista – CREMERS 35.906 – Telefones: (54) 3632-1044 e (54) 3632-1066

 


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