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Saúde

Setembro Verde alerta para conscientização do câncer de intestino

12 de setembro de 2017
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O câncer colorretal está entre os mais frequentes na população Brasileira. É o segundo mais frequente nas mulheres (após o de mama) e o terceiro nos homens (após o de próstata e de pulmão) como apontam dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Segundo dados do Inca, no ano de 2016 houve 34.280 casos novos, sendo 17.620 novos casos de câncer de cólon e reto em mulheres e 16.660 em homens.

A Sociedade Americana de Câncer também constatou um crescimento dessa incidência entre os jovens adultos e de meia-idade. A cada dez pacientes diagnosticados, três têm menos de 55 anos. No Brasil, a doença é responsável por algo em torno de 15 mil óbitos, principalmente quando levado em conta o fato de que a grande maioria dos óbitos por esse tipo de câncer podem ser evitados por meio da detecção precoce.

Para alertar e conscientizar a população sobre a prevenção da doença, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia realiza a campanha Setembro Verde. A Proctoclin, com o objetivo de disseminar essa ideia, responde a algumas questões sobre o câncer de intestino com os médicos coloproctologistas Dr. Fabiano G. Schirmbeck e Dr. Milton L. L. Bergamo.

:: O que é câncer de intestino?

O câncer colorretal abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e do reto. Desenvolvem-se geralmente a partir de pólipo (lesão benigna) que cresce na parede do intestino e pode evoluir para um câncer com o passar do tempo.

:: Quais são os principais sintomas

O câncer de cólon e reto em geral não produz sinais ou sintomas nas suas fases iniciais, quando sintomáticos podem apresentar:
– Dor ou desconforto abdominal;
– Mudanças no hábito intestinal (diarreia e constipação alternados);
– Vontade frequente de ir ao banheiro, com sensação de evacuação incompleta;
– Sangramento ao defecar ou sangue nas fezes;
– Fraqueza, anemia e perda de peso sem causa aparente;

Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de intestino?

– Alimentação rica em gorduras e pobre em fibras;
– Consumo elevado de carne vermelha;
– Tabagismo, álcool, diabetes mellitus;
– Obesidade e sedentarismo;
– Idade acima de 50 anos;
– Parente de primeiro grau com pólipos ou câncer de intestino;
– Mulheres que tiveram câncer de ovário, endométrio ou de mama;
– Doenças inflamatórias intestinais (retocolite ulcerativa e doença de Crohn);
– Síndromes genéticas.

Quais os exames utilizados para detectar o câncer?

Os principais exames para prevenção são a pesquisa de sangue oculto nas fezes, retossigmoidoscopia e colonoscopia.

Quando deve ser feito o rastreamento?
O rastreamento do câncer intestinal é um conjunto de atitudes que permite identificar pólipos ou câncer no intestino de forma precoce. A Sociedade Brasileira de Coloproctologia recomenda como o principal exame a realização da colonoscopia a partir dos 50 anos, quando não há casos na família de câncer colorretal e pólipos. Quando houver histórico familiar, a recomendação geralmente é a partir dos 40 anos de idade. O coloproctologista vai determinar a periodicidade adequada de realização do exame.

Quais são os tipos de tratamento?
Quando detectada a doença, na maioria das vezes, o tratamento é realizado por meio de cirurgia (por via convencional ou laparoscópica) para remoção da parte afetada juntamente com os gânglios linfáticos (linfonodos). Dependendo do grau de desenvolvimento do tumor, podem ser necessárias quimioterapia, radioterapia e cirurgia para realização de um estoma (orifício na parede abdominal).

Como fazer prevenção desse tipo de câncer?

– Mantenha um estilo de vida saudável;
– Mantenha uma dieta rica em fibras com frutas, verduras, legumes e cereais integrais;
– Reduza a ingestão de gorduras e carne vermelha;
– Faça exercícios físicos regularmente e combata a obesidade;
– Evite fumar;
– Evite o abuso de bebidas alcóolicas.

Quando detectado precocemente, qual a probabilidade de o paciente ter cura?
A probabilidade de cura pode chegar a 90% ou 95% dos casos nas fases iniciais. Mas, é preciso ressaltar que os índices de cura geral ainda não ultrapassam os 60%, pois a maioria dos doentes é tratada em fase avançada. A atitude adequada é prevenir, portanto, recomenda-se consultar o médico especialista em coloproctologia aos 50 anos quando não apresentar sintomas ou, caso apresente algum sintoma ou fator de risco, procurar imediatamente.
A Sociedade Brasileira de Coloproctologia informa que a doença pode ser prevenida e evitada.

Dr. Milton L.L. Bergamo – Cremers 28312

Dr.Fabiano G. Schirmberck – Cremers 16735


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